Certamente há dentro da Igreja a
diversidade de ministérios, na verdade, este é um princípio bíblico apresentado
no texto de I Corintios 12:5, e o texto aponta não só para a necessidade como
para a realidade de diversos ministérios para o bom funcionamento da Igreja no
exercício da fé. Contudo, antes de continuar é importante relembrarmos que a
palavra “ministério” no grego é diakonia, que é o serviço, o cargo, a função do
diakonos, então ao falarmos de ministério estamos falando de serviço a ser
realizado e não de pompa e circunstancia, estamos abordando a questão das
responsabilidades e não dos holofotes (muito comum no discurso de muitos hoje
em dia), neste ínterim, é importante lembrar que a Igreja não precisa de
holofotes sobre ninguém, porque estamos sob o brilho da resplandecente estrela
da manhã, sob a qual nada há que fique encoberto, e quando se diz nada, é nada
mesmo; desde o que é duvidoso até o que
é honroso, tudo fica muito bem claro sob a forte luz que emana de nosso Senhor
Jesus Cristo. Bem, continuemos a falar sobre serviço. Eu dizia antes, que na
Igreja há vários ministérios, porque quis desta forma introduzir uma verdade
bíblica revelada em II Corintios 5:18 e 19 que aponta para o seguinte: enquanto
que, como indivíduos somos dotados por Deus de várias capacidades conforme
revelado em I Cor 12, como o corpo de Cristo, nós fomos dotados de apenas um
ministério que segundo o texto citado, é o ministério da RECONCILIAÇÃO (Gr katallage).
Deus estava em Cristo reconciliando o mundo consigo e deu a nós o ministério
(serviço, trabalho) da reconciliação e com o serviço nos deu também a
ferramenta que é a palavra (logos) da reconciliação. A igreja foi chamada e
comissionada pelo Senhor excelso a ser reconciliadora, fazendo a troca
(significado de katallage) de condições, da inimizade para a amizade, do ódio
para o amor, da separação para a reaproximação do homem e Deus. Entretanto,
aqui, esta verdade bíblica começa a pesar sobre nossos ombros, isto porque, se
na ótica divina fomos escolhidos para ter o serviço e a ferramenta da
reconciliação, como somos capazes de em quase todo o tempo agirmos contra o
trabalho que recebemos a fazer? queremos reconciliar o homem com Deus através
da pregação do evangelho, mas nos recusamos a obedecer o mesmo evangelho quando
nos ensina a amar nossos inimigos, perdoar nossos irmãos, orar pelos que nos
maltratam e perseguem e assim por diante. Queremos agitar as massas com nossas
pregações, mas não temos nosso coração sequer sensível à verdade que, como
reconciliadores, temos que começar por nós mesmos primariamente nas nossas
relações sociais e familiares, antes de apresentarmos qualquer oferta a Deus.
Mateus 18 nos conta a parábola do credor incompassivo que devia 10.000 talentos
de prata a seu senhor, o que equivale a 350.000 kgr. A bíblia nos apresenta uma dívida incrível e
impagável, pois como um servo poderia ajuntar tanta dívida assim? Se lermos a
história do rei Salomão veremos que ele recebia 666 talentos de ouro por ano, o
que significa que para ajuntar ouro, que era o metal mais procurado na época
visto que a prata em seu tempo era reputado por nada como diz a bíblia, ele
como rei necessitou de mais de 10 anos. Mas o servo da parábola devia tudo isso,
e ao clamar por misericórdia, a recebeu e foi solto livre. Um pouco mais
adiante encontrou um de seus conservos que lhe devia 100 denários (1 denário
corresponde a um dia de trabalho de um trabalhador braçal), ou seja, três meses
e um dia de divida, e a este, aquele que antes havia sido beneficiado, negou o
beneficio, colocando-o sob angustia até que lhe pagasse. A bíblia encerra o
relato dizendo que o senhor daquele mau servo o entregou aos atormentadores
dizendo-lhe que ele deveria ter feito o mesmo que havia recebido. Deus assim o
fará a quem não perdoar a seu irmão
(está no texto). Estas breves letras encerram uma simples reflexão no
sentido de que devemos atentar para o que recebemos do Senhor Deus e o que estamos
fazendo com relação a isso. Somos reconciliadores ou não? Para o exercício deste
mister precisamos de cinco qualidades todas observadas no Pai celestial. 1) –
Entrega (João 3:16)– para reaproximar o homem de si mesmo Deus o Pai entregou o
que tinha de melhor pelo homem perdido, seu próprio unigênito. 2) – Renuncia – (ler Lucas 14:33) – e a bíblia ainda nos diz
que Jesus esvaziou-se de si mesmo para cumprir sua missão como salvador. 3) – Ser
Pacificador (Mateus 5:9)- é bom lembrar que os pacificadores e somente eles
serão chamados FILHOS DE DEUS. 4) – Perdoar (Mateus 18:35) – Amar incondicionalmente
(Mateus 5:44). Que Deus nos de forças para vivermos aquilo que pregamos.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
RECONCILIADORES
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Linguagem da Alma
Comunicação!!!a definição desta palavra aponta para a necessidade de um locutor (aquele que emite a mensagem), um interlocutor (aquele que recebe a mensagem) e um sistema de signos comum a ambos, sem o qual a mensagem emitida não é compreendida pelo interlocutor, impedindo assim a comunicação. Comunicar é se fazer entender e entender quem o queira ser. Mas a questão fica mais complexa justamente neste ponto; ha coisas que falamos não com as palavras, mas com as atitudes, não com cartas mas com gestos, não com a voz mas com o silencio e muitas vezes não com as regras mas com o desequilibrio. Normalmente quando a psique humana usa de recursos 'não normais" de comunicação, representa uma atitude ansiosa da alma humana, por ter uma necessidade a ser atendida, necessidade essa que normalmente nem mesmo é percebida. Pessoas inteligentes aprendem a ler o alfabeto da alma, escutar os gritos do silencio, entender o que cada atitude significa, sem serem parciais ou regidas por paradigmas machistas e/ou feministas, ou ainda cheios de tabus e crendices absurdas. Me lembro da bíblia dizendo "todas as coisas são puras para os que são puros" (Tt 1:15). Sabe o que isso quer dizer? Um coração puro (que recebeu a ação do Espírito Santo e do sangue purificador de Jesus Cristo), vai enxergar no seu semelhante uma mensagem sendo transmitida, mensagem que precisa ser compreendida, para que a comunicação frutifique. Mas tudo que ver será com bons olhos. Se nossos olhos forem bons (ver o lado bom de tudo) todo nosso corpo terá luz, mas se nossos olhos forem maus(ver maldade em tudo) haverá trevas sobre nós e quão grandes serão tais trevas. Que tipo de pessoas somos? Inteligentes, que procuram ver o intimo da alma de seus semelhantes, ou pessoas iracundas, preconceituosas, regidas por tabus ou modelos de pensamento egocêntricos que nunca vem a necessidade de quem "fala' mas somente seus próprios conceitos e razões? Humanos assim não são compreensivos, não choram com os que choram, nem mesmo se alegram com os que se alegram, não consideram o próximo superior a si mesmo (orientação relacional bíblica). Tais como estes, tem sempre uma palavra de reprovação, de desprezo, de injuria; jamais se humilham, não se desculpam quando erram, porque a seus próprios olhos jamais erram. Por conta de viventes como estes é que tantos estão desesperados, "falando" através de seu mau humor, de seu silêncio, ou de atitudes impulsivas e surpreendentes e até mesmo decepcionantes. Como precisamos de pessoas sábias!!! que sejam capazes de ouvir sem criticar, simplesmente ouvir, e sendo assim, sejam capazes de identificar a necessidade oculta por trás de cada atitude palavra ou desequilíbrio emocional. A bíblia chama a estas pessoas de "pacificadores", Normalmente pensamos em pacificadores como intermediários entre partes divergentes, mas o conceito bíblico da fé nos leva muito mais adiante nesta questão, tornando o pacificador alguém que consegue atender as necessidades da alma, incutindo paz onde o intelecto não frutifica, lá no mais intimo do ser humano onde somente o amor alcança.
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sábado, 7 de janeiro de 2012
Leitura e leitores
Leitura é uma arte, arte esta que exige de quem a pratica, que isso se faça com absoluta diligência. Leitores desatentos são tão precipitados em suas conclusões, quanto descuidados em suas observações. Não se adaptam à imparcialidade, não pensam sistematicamente, não consideram a possibilidade de que seus paradigmas realmente estejam errados, ou pelo menos, a ponto de serem revisados. Quem exerce em sua leitura o posicionamento investigativo, inquiridor, descobrirá riquezas inimaginadas; por outro lado, pessoas afoitas pelo senso critico apelativo, rapidamente passam da critica para o julgamento, não do que foi escrito mas diretamente de quem escreveu, "retribuindo" a quem escreve, não com pensamentos que edificam ou acrescentem alguma coisa para o crescimento mútuo, mas com ironia, desprezo, e uma pseudo sabedoria, que não constrói, não soma, não aproxima, apenas magoa e afasta. A Bíblia diz nos Provérbios que "o tolo se encoleriza e se dá por seguro, mas o sábio examina o seu caminho", e ainda, "examina todas as coisas e retém aquilo que for bom". É preciso ser diligente ao ler e inteligente ao interpretar (neste ponto é melhor depender da ajuda do Espirito Santo), para que nossa reação não seja apenas jactância, um imodesto ufanar de um coração que não esta disposto a aprender, por crer ja saber tudo; ou pelo menos mais que os demais. Que Deus nos guarde de males como este!!!!!!!
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Enfermidades? É possível que isso venha sobre nós?
É preciso muito cuidado para não perder o foco em meio a tantos equívocos teológicos. Não é difícil encontrar cristãos decepcionados com seus próprios paradigmas. Contudo, tais modelos de pensamento lhes foram passados por inúmeras mensagens triunfalistas, fundamentadas não na simplicidade bíblica, mas na divagante teologia do neo-pentecostalismo que ensina que aquele que tem fé não padece de enfermidades nem sofre com as tão comuns vicissitudes de nosso tempo. Bem, na verdade, Jesus disse que seria bem diferente do que se ensina hoje, afinal: "no mundo tereis aflições" ele mesmo disse. Voltando a falar sobre cristãos enfermos, vemos que na bíblia ha vários exemplos de homens consagrados a Deus que passaram por esse processo e alguns morreram durante tal processo, a exemplo de Elizeu (II Reis 13:14) - "Estando Elizeu padecendo da enfermidade de que havia de morrer". Timóteo por exemplo recebeu a recomendação do próprio Paulo : "não tomes apenas água, usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades" (I Tim 5:23). O mesmo Paulo sendo um homem de fé incontestável escreve a Timóteo dizendo que havia deixado a Trófimo, seu companheiro no ministério, doente em Mileto; falou ainda sobre um "espinho na carne" sobre o qual havia orado tres vezes a Deus, orações que receberam resposta, mas não da forma solicitada por Paulo. Poderíamos ainda falar de Epafrodito, Jó, Isaque que ficou quase que totalmente cego na sua velhice a ponto de não discernir entre Jacó e Esaú. O mesmo acontece com os homens que fazem parte da história da igreja a exemplo de João Calvino. E até mesmo entre os pregadores da cura divina houve quem morresse doente como por exemplo Edward Irving, Adoniram Gordon, A.B. Simpson, John Wimber, entre outros. Assim como Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis conforme nos informa o Evangelista Marcos, Deus cura ou não a quem ele quiser. O que não podemos deixar de lado é a grande verdade que se Deus curar ele é Deus, e se ele não curar, Ele continua sendo Deus, e nossa parte no plano divino é continuarmos crendo no Pai Soberano, em todo tempo. Fica aqui um parecer: Olhemos para a palavra bíblica e a vivamos conforme ela é, sem invencionices teológicas triunfalistas. Não quero com este texto colocar na mente de quem quer que seja duvida com respeito ao poder de Deus, Cristo cura sim, conforme nos mostra a palavra bíblica. O que desejo aqui é chamar a atenção para a verdade bíblica para que não sejamos "levados em roda por ventos de doutrina", que trazem dúvidas e decepções. Se crermos na palavra de Deus como ele é, seremos abençoados e venceremos as dificuldades pela fé e com gratidão, crendo que Deus é Deus em todo tempo e em toda circunstancia e o louvando por conta disto.
Este pensamento foi adaptado tendo como fonte:
Livro "ATEÍSMO CRISTÃO" de Augustus Nicodemos
editora MC
sábado, 3 de dezembro de 2011
CAM OU CANAÃ
Genesis 9:20 a 29 conta a história da embriagues de Noé e sua posterior reação ao saber do comportamento de seus filhos. A questão que quero considerar aqui é que há quem diga (e não são poucos) que Noé proferiu uma maldição contra Cam (Cão), o filho que havia visto sua nudez e a divulgado entre seus irmãos. Mas a verdade mostrada no texto bíblico mostra mais uma vez o controle absoluto de Deus sobre todas as situações, uma vez que Noé ao despertar de sua embriagues não lança maldição sobre Cam, mas sobre o filho deste, o caçula Canaã. Não foi portanto a linhagem de Cam que foi amaldiçoada mas sim a linhagem de Canaã (neto de Noé) e isto de forma profética. Por que? Observe o seguinte: a linhagem de Sem ( a linhagem piedosa da qual viria o Messias), se estabelece através de suas familias desde a Ásia Menor até as montanhas ao norte da região do Tigre, ao U Sumeriano, ao Golfo Pérsico e finalmente até o Norte da Índia. Por outro lado Jafé e seus descendentes são vistos espalhados por uma área bem definida desde a Espanha até a Media e em linha reta de leste a oeste. Com respeito aos filhos de Cam vemos que de seu filho Cuxe e Pute vieram os africanos, etíopes e líbios. De Mizrain viram os povos que por fim deram origem aos filisteus. E de Canaã a bíblia diz: "gerou a Sidom, seu primogênito, e a Hete, e aos jebuseus, aos amorreus, aos girgaseus, aos heveus, aos arqueus, aos sineus, aos arvadeus, aos zemareus, e os hamateus; e depois se espalharam as famílias dos cananeus. (Gn. 10:15-18, cf. Dt. 20:17). Seu território foi aquele próximo a Israel: As falhas morais apresentadas por Cam foram previstas profeticamente nas palavras de Noé sobre Canaã, e a bíblia confirma isso quando diz em Deut. 20: 16 a 18: "Porém, das cidades destas nações que o Senhor, teu Deus, te dá em herança, não deixarás com vida tudo o que tem fôlego. Antes, como te ordenou o Senhor, teu Deus, destruí-las-á totalmente: os heteus, os amorreus, os cananeus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus, para que não vos ensinem a fazer segundo todas as suas abominações, que fizeram a seus deuses, pois pecaríeis contra o Senhor, vosso Deus". A maldição noética colocou a descendência de Canaã como servos dos servos de seus irmãos (os demais filhos de seu pai e suas linhagens) e mais adiante como servos de Sem e servos de Jafé. Por conta disto creio que seja interessante dizer que é preciso ser cauteloso em declarar que este ou aquele povo esta sob maldição por conta da descendência de Cam, uma vez que a questão, como ja disse antes, está na linhagem de Canaã, que por falar nisso, seria os povos encontradas na terra da promessa por ocasião da chegada de Israel após a peregrinação no deserto por quarenta anos. Povos que haviam excluído por completo o conhecimento de Deus de sua existência e história. Espero que a quem ler seja útil esta informação.
sábado, 24 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
CURIOSIDADE BIBLICA: AS DUAS PESCAS MARAVILHOSAS
A bíblia relata
não apenas uma, mas duas ocasiões em que, sob a palavra de Jesus se efetuaram
pescas maravilhosas. Cronologicamente a primeira acontece quando Jesus começa a
montar a equipe com a qual trabalharia durante todo seu ministério. Tal fato
esta relatado no livro de Lucas no capitulo cinco, quando ao andar junto ao
lago de Genesaré (Kinneret), também
conhecido como Mar da Galiléia e ainda mar de Tiberíades, viu dois barcos junto a praia do lago e depois
de entrar em um dos barcos e ensinar a multidão que estava por ali, ordenou aos
pescadores que lançassem a rede, mesmo depois de toda uma noite de tentativas
frustradas; contudo tinham novamente que se lançar em alto mar que aqui bem
pode representar o esforço necessário a ser empregado durante a dispensação da
lei, através de todo o ritual e sacrificios, para conseguir o resgate da alma.
O resultado nos conhecemos, a bíblia diz que pegaram grande quantidade de
peixes e aqui um detalhe interessante, a rede se rompia, alusão profética clara
ao que aconteceria com Jesus o qual teria que ter sua carne dilacerada na cruz
do calvário para resgate da alma humana. A segunda grande pesca acontece logo
após a morte e ressurreição de Jesus e esta registrada no livro do evangelista
João no capitulo 21 onde a bíblia nos mostra que o amargurado Pedro (por ter
negado a Jesus) estava de volta a sua antiga vida de pescador comum, e ainda
havia arrastado com ele Tomé (Didimo), Natanael, os filhos de Zebedeu e outros
dois discípulos. Como em Lucas 5,
novamente eles tentaram durante toda a noite mas sem sucesso em alcançar êxito na
pescaria. Contudo, de manhã, Jesus agora
ressurreto dentre os mortos, se apresenta na praia e a principio sem ser
reconhecido por seus discípulos pergunta-lhes se tinham algo para comer, ao que
eles respondem, Não! Então ele lhes diz lançai a rede do lado direito do barco
e então grande quantidade de peixes foi alcançada. Entre tantas diferenças
entre Lucas 5 e João 21 a que mais me chama a atenção esta no versículo 11,
onde a bíblia especifica a quantidade de cento e cinqüenta e três grandes
peixes, apenas a 90 metros da praia (200 covados) o que tipifica a dispensação
da graça (favor imerecido), e acrescenta a seguinte informação: mesmo sendo
tantos peixes, a rede não se rompeu. Se a rede que se rompe em Lucas 5 no
inicio do ministério de Jesus aponta para sua crucificação por força das exigências
da lei outorgada ao povo de Israel através de Moisés, a rede que não se rompe
em João 21 fala da perfeição de seu sacrifício que foi necessário apenas uma
vez para nos aperfeiçoar para sempre, e assim instaurar a graça. Ele morreu uma
vez por todos nós, mas ressuscitou, e
vive para sempre. Glórias a Deus hoje e sempre.
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sábado, 27 de agosto de 2011
RESULTANTES DO DESEJO DE DEUS
No capitulo 43 de Isaias logo no primeiro versículo há uma expressão incrivelmente profunda, maravilhosa e que contém uma das revelações mais belas com relação à nossa existência. Deus enche o coração e a boca do profeta com a seguinte frase: “mas agora, assim diz o Senhor que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi, chamei-te pelo teu nome, tu és meu.” Sou levado a pensar que o profeta talvez tenha ficado perplexo ao receber tal palavra profética. Por que? Quando o Senhor diz: “que te criou”, ele usa a palavra hebraica “bara” que traz a conotação de dar forma, fazer e assim por diante, mas esta palavra tem duas particularidades especiais. Primeiro, ela só é usada tendo Deus como sujeito, ou seja, só Deus pode operar bara, ninguém mais. Segundo,e ainda mais surpreendente, bara é criar do nada. Esta mesma palavra aparece três vezes no capitulo um de Genesis nos versículos 1, 21 e 27. O que quero colocar em foco aqui é que quando o Senhor diz a Isaiaias, que havia criado (bara) Jacó, isso bem poderia ter surpreendido o profeta, isto porque, qualquer um sabe que somos resultado não do nada, mas de processos físico biológicos. E em nosso tempo ainda temos a ciência que existe a soma cromossômica, herança paterno maternal de código genético e assim por diante, no ato da procriação. Mas quando Deus disse isso acerca de Jacó, estava revelando algo maravilhosamente profundo com respeito à sua paternidade divina. Ainda não havia matéria prima, nenhum modelo pronto, nenhum esquema ou programa de computador, quando Deus desejou a existência de Jacó, e desejando-o o projetou exatamente da maneira que ele seria, totalmente único, e este sim, seria matéria prima para que Deus formasse (Yasar = modelasse) Israel. Jacó portanto seria no tempo determinado para sua existência, o puro resultado do desejo de Deus. Não um desejo desorganizado e desprovido de propósito, mas um desejo perfeito, isso mesmo, desejo perfeito manifesto por Deus no ato criacional. Tal verdade tocou forte em meu coração, porque senti através desta máxima bíblica que assim com Jacó, eu e você somos resultados do desejo de Deus, exatamente como somos, com essa aparência, estatura, limites psicológicos, etc. E somos assim, porque Deus da maneira que somos projetou algo para nós não somente dentro do plano da salvação, mas também dentro do plano da manutenção da criação (somos sal e luz, lembra?) Somos únicos para nosso criador, ainda que inseridos dentro de uma cultura, herdando traços de uma raça, somos absolutamente únicos porque formos criados do nada, ou seja, quando o criador nos projetou em seu coração, nos deu algumas coisas que como as digitais são absolutamente únicas. Não podemos desprezar isso, mas o inimigo de Deus e inimigo da Igreja de Cristo têm lutado de todas as formas para nos fazer acreditar que somos os mais desprezíveis ou descartáveis dentro de nosso contexto. Não aceitemos tal pensamento maligno pois eu e você somos resultados do desejo de Deus, e quando ele nos imaginou operou bara. Indo um pouco mais além,consideremos que: a segunda palavra no versículo um do capitulo 43 de Isaias é formou (a Israel). A Palavra formar no hebraico é Yasar, e traz a idéia de modelar, dar forma. O interessante é que tal palavra hebraica é a mesma usada em Jeremias 18 para se referir ao Oleiro. Enquanto bara é criar do nada, yasar é dar forma, modelar a algo que já existe. Dentro do suplantador Jacó Deus viu o adorador Israel e pouco a pouco, experiência a experiência, foi formando, modelando Jacó até que finalmente se tornasse Israel. Somos resultado do desejo de Deus, o único que pode operar bara, e por ele temos sido dia a dia tratados para finalmente alcançar a estatura da medida de Cristo, a varão perfeito.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Corda amarrando o sacerdote?????
Na aula teológica desta segunda feira, dia 22 de Agosto, dentro da matéria Tipologia, falamos sobre a cerimônia de consagração de Arão e seus filhos, os quais formaram a primeira equipe sacerdotal entre os milhares do Israel pós Egito. Mas como é de costume, quando se fala do sacerdócio Levítico, vem à tona a questão do sacerdote ser amarrado à cintura ou ao tornozelo, em especifico no dia da expiação, para que, caso morresse no lugar santíssimo ao se apresentar diante do Senhor que falava de sobre o propiciatório de ouro, fosse então puxado para fora. O tema me trouxe a forte preocupação de comprovar biblicamente o assunto, visto que realmente não me lembrava da bíblia falando sobre a tal corda em qualquer parte. Busquei em todos os meus livros, dicionários, comentários bíblicos tentando descobrir de onde surgiu tal costume, e só o que encontrei, foi um artigo na rede falando sobre um desconhecido descritor que teria feito menção sobre tal assunto em seu escritos. Contudo, o renomado Dr. WE Nunally , professor de hebraico e judaísmo antigo, diz o seguinte: "A corda amarrando o sumo sacerdote é apenas uma lenda. Ela tem origens obscuras na Idade Média e continua sendo ensinada. Não é encontrado em qualquer lugar na Bíblia, nos Apócrifos , Manuscritos do Mar Morto, Josefo, Talmud, Mishna, ou qualquer outra fonte judaica. Ela simplesmente não está lá!". Portanto caros e queridos irmãos e estudantes da Bíblia fica aqui esta modesta observação, para que assim venhamos a condizer com a responsabilidade que temos em ser mordomos dos valores divinos, servindo ao nosso semelhante somente as riquezas da verdadeira revelação bíblica.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Inimigos no terreno da benção?
Quando Deus estava por introduzir o povo de Israel na terra da promessa, usou a Moisés para preparar o coração de seu povo para o que viria pela frente. Como assim o que viria pela frente? Depois de quarenta anos de peregrinação pelo deserto em conseqüência da rebeldia em Cades, agora não era só entrar na terra e desfrutar “do leite e mel?.” A promessa do Senhor especificava um lugar absolutamente fabuloso conforme o que esta escrito em Dt 8: 7 a 9 – “porque o Senhor teu Deus te põe numa boa terra, terra de ribeiros de águas, de fontes, de mananciais, que saem dos vales e das montanhas, terra de trigo e cevada, e de vides e figueiras, e romeiras; terra de oliveiras, de azeite e mel. Terra em que comerás o pão sem escassez, e nada te faltará nela; terra cujas pedras são ferro, e de cujos montes tu cavarás o cobre”. A nação que agora estava por entrar no terreno da benção, viu durante quarenta longos e dolorosos anos, a antiga geração caindo no deserto. Seus pais, tios, avós, amigos, os antigos pereceram, conforme o Senhor disse que aconteceria, e a nova geração conviveu com isso durante todo aquele período de provação. Agora contudo, havia chegado o tempo da benção, nada de lutas e sofrimentos, agora era hora de desfrutar e desfrutar. Porém, em Dt 7:1 e 2(ler também o cap 9: 1 e 2), Deus usa Moisés para falar de uma maneira bastante surpreendente ao povo de Israel dizendo o seguinte: “quando o Senhor teu Deus te houver introduzido na terra, à qual vais para a possuir, e tiver lançado fora muitas nações de diante de ti, os heteus e os girgaseus, e os amorreus, e os cananeus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus, sete nações mais numerosas e mais poderosas do que tu, e o Senhor teu Deus as tiver dado diante de ti, para as ferir, totalmente as destruirás; não farás com elas aliança, nem terás piedade diante delas”. Mas como assim? Que palavra seria essa? É hora da benção, é tempo de tomar posse da terra da promessa, e o Senhor diz que no terreno da nossa benção tem sete nações mais numerosas e mais fortes do nós? E ainda mais, nós mesmos teríamos que destrui-las? Mas o Senhor Deus ainda deixa as coisas um tanto mais interessantes quando um pouco mais a frente no capitulo 7 de Deuteronomio, mais precisamente no versículo 22, ele diz o seguinte: “e o Senhor teu Deus lançará fora estas nações pouco a pouco de diante de ti”....misericórdia!!! e agora? Primeiro, inimigos mais fortes e maiores, agora lança fora, mas de pouco a pouco? Isso é realmente terreno de benção? Segundo a ótica hedonista que infelizmente absorve cada dia mais, até mesmo os que querem viver segundo a Palavra de Deus, benção é tempo de desfrutar do melhor de Deus, mas sem dores, sem sofrimentos. Vejamos que Jesus nos ensinou que no mundo teríamos aflições e mesmo assim manter bom animo. Mas antes de concluirmos este pensamento vejamos ainda um novo adendo divino a questão do terra prometida registrado em Juizes 1: 1 – “estas, pois, são as nações que o SENHOR deixou ficar”. Inimigos que ficaram? No terreno da benção? Exatamente isso. Vamos concluir então esse breve pensamento fundamentado na revelação bíblica. Muitos de nós tem sido treinados para acreditar e buscar facilidades no reino de Deus. A ótica divina tem uma razão para em primeiro lugar apresentar inimigos mais fortes que nós, depois objetivo bem definido para lançá-los fora pouco a pouco e finalmente um motivo ainda mais forte para manter alguns inimigos por perto. Falando a Israel (o texto de Deut.) o Senhor explicou que lançaria os inimigos não de uma vez só, porque não queria que as feras da terra se multiplicassem contra o povo santo. Que coisa tremenda, se Deus eliminasse todas as ameaças contra o povo, aquilo que a terra produz naturalmente se multiplicaria contra o próprio povo. Eis aqui uma grande lição, temos sido abençoados, mas nem sempre estamos livres de alguns inimigos, porque? Simples!!! As vezes não somos capazes de derramar uma lágrima por conta de uma mensagem bíblica inspirada ou um louvor de cause terremotos (Atos 16), tornamo-nos insensíveis ou até mesmo surdos à voz de Deus, mas os inimigos nos fazem chorar e o que é mais importante chorar diante de Deus, a exemplo de Ezequias que até levantou as cartas diante do Senhor. O senhor disse a Paulo que sua divina graça bastava ao apóstolo, mas o espinho permaneceria, afinal o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza. Deus não quer a multiplicação das feras da terra: aquilo que nossa própria natureza pode produzir; orgulho, duvida, egoísmo, carnalidade e assim por diante, são suprimidos quando temos que buscar a Deus por conta de algumas dores causadas pelos vizinhos no terreno da benção. E ainda um ponto há a considerar aqui: O senhor lançaria fora os inimigos usando as mãos e as forças do próprio povo. A benção é nossa por promessa, mas nada vem sem que nos apresentemos para encarar os habitantes naturais do terreno santo. Ficar de braços cruzados não gera resultados, fé sem obras é morta. Fé gera ação, movimento. Para concluir, analisando o contexto de Juizes 1, vemos na sequência do texto, Deus dizendo que manteve alguns inimigos para por eles ensinar-lhes ( a Israel) a guerra (Jz 1:2). Porque ensinar guerra? Primeiro porque nosso Deus é homem de guerra, (Exôdo 15:3 e Sl 24:8), segundo porque se alguém não quiser aprender a guerrear não estará apto para fazer parte das fileiras eternas cuja luta não é contra a carne e o sangue, mas contra as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais, cujo líder veio para matar, roubar e destruir. Só guerreiros treinados pelo Espírito Santo e que manejam bem a palavra da verdade serão capazes de conquistar e vencer para a glória de Deus. Terceiro e ultimo, porque quando aprendemos guerra com o Senhor dos exércitos, nos tornamos guerreiros sem, contudo, guardar a guerra no coração. Tornamos-nos guerreiros que guerreiam com as armas da FÉ. Povo que luta, não para destruir mas para pacificar e edificar.
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