Saudação

Olá!!!! Graça e Paz no Senhor Jesus Cristo! Sejam bem vindos!!!!

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Licantropia espiritual?????


Por que não é conveniente que os cristãos produzam e postem fotos com elementos animalescos (focinho, orelhas, etc)?
Existe uma sutil estratégia diabólica na aparente inocência dos aplicativos que produzem esse tipo de imagem. Sem se dar conta, homens e mulheres desprezam a inigualável honra de serem imagem e semelhança de Deus, para se tornarem mais parecidos com um animal irracional, que foi colocado pelo próprio Deus sob o domínio do homem. Nossa sociedade esta sendo seduzida pelo artifício do "Cute" (fofa em ingles). Isso não convém a nós cristãos porque temos consciência de sermos imagem e semelhança do Altíssimo, e somente o homem recebeu esse privilégio! Quando queremos uma aparência animalesca, entristecemos a Deus! O adversário esta lutando em todo o tempo para levar a humanidade, senão a pecar diretamente, a pelo menos entristecer a Deus, através de atitudes que denotam o seu desconhecimento do coração do Pai. E é importante lembrar que "a alegria do Senhor é a vossa força".  A bíblia ainda acrescenta "bem aventurado o varão que não se reprova naquilo que aprova" Romanos 14:22. Somos semelhantes ao Criador do universo, se isso não nos basta, é sinal claro de que o adversário silenciosa e sorrateiramente está cegando o entendimento, para que alguém não veja a luz do evangelho da glória de Cristo. 

segunda-feira, 18 de março de 2019

Aprendendo a somar nas questões do reino de Deus

Deus deseja que estejamos equalizados e sincronizados com seus próprios pensamentos, além de, no mesmo sentido termos uma excelência moral que além de nortear nossos pensamentos, também o façam com nossos sentimentos e ações.
Pedro nos informa no capitulo um de sua segunda epístola várias coisas importantíssimas, contudo, quero citar duas nesse momento: primeiro ele diz no versículo 3 que pelo seu “poder divino” nos foram doadas, ou seja, nos foram dadas graciosamente, todas as coisas (ferramentas) que nos conduzem à Zoe, ou vida, mas se buscarmos mais profundamente em suas conotações, veremos através do dicionarista Strong que zoe também apresenta um estado de alguém que esta cheio de vitalidade, ânimo pronto,  ou se parafrasearmos Jesus, alguém de cujo ventre corram rios de água viva. Pessoas que transmitem alegria e cura com quem se relacionem e não o contrário. Contudo, devemos acrescentar um segundo valor à essas “ferramentas”, que é a eusebéia, ou seja, piedade ou se você preferir, “amor às coisas da religião”. Pessoas que fazem o uso correto das ferramentas de Deus que a nós  foram concedidas, denotam vida e alegria, cura e esperança, amor e reconciliação, e somando-se a isso, um forte amor por tudo o que diz respeito à sua crença e fé, desde o servir um copo de água a um semelhante até o sacrifício de si mesmo, se preciso for, para que outros tenham vida.
Uma outra grande verdade que quero colocar em foco (cfe o texto de Pedro), é que o Cristianismo que a bíblia nos propõe viver para que Deus se agrade e seja glorificado, esta muito além daquele que estamos vivendo, ou praticando, afirmo categoricamente que temos vivido de forma muito rasa em relação aos padrões com os quais o Pai deseja que nos sincronizemos.
Observe o que Pedro registrou em sua segunda carta ainda no capitulo um à partir do versículo 5.
Ele instruia a Igreja a empregar toda diligência, ou seja, todo cuidado, atenção e ansiedade em executar algo, acrescentando sobre a bases qualidades absolutamente indispensáveis. Entretanto, antes de falarmos sobre os itens a serem adicionados, é preciso que consideremos a expressão, "toda diligência", no sentido de que: se não há uma real entrega e um completo comprometimento com a vida cristã, nós estaremos errando de forma crassa, cristianismo raso, visão curta, produzem pessoas que não viverão o melhor de Deus e, olha lá, se conseguirão adentrar à cidade pelas portas.
Pedro começa os adendos apresentando a Fé como base, o alicerce, sem fé é impossível agradar a Deus, pela fé vencemos o mundo e assim por diante, mas veja a sequencia do que o Espírito Santo revela através do texto apresentado pelo apóstolo.
Sobre a fé acrescentar a virtude (arete - conduta virtuosa do pensamento, excelência moral). Paulo em certo momento escreve a Timóteo seu filho na fé, que Deus não nos havia dado espirito de temor mas de força, amor e mente sâ (moderação). Um cristão sadio será imbuído de pensamentos sadios, construtivos, seu coração ferverá com palavras boas. Será que os pensamentos que nos tomam tem produzido o efeito citado pelo salmista? ou o ferver que há em nosso interior é resultado de mágoas, resentimentos e dissimuladas esperanças de vingança?
Mas vamos continuar: sobre a virtude acrescentar (suprir) a ciencia - (gnosis - conhecimento mais profundo, mais perfeito e mais amplo em relação as coisas de sua crença). No capitulo 3:18 Pedro orienta a igreja a "antes", crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. O profeta Oseias já havia dito que o povo de Deus fora destruído pela falta de conhecimento, e ainda admoesta a o povo de Deus a crescer no conhecimento e prosseguir nesse propósito. A verdade é que estamos rodeados de pessoas que não conhecem os fundamentos mais básicos de sua própria salvação e quase sempre denotam um desinteresse exacerbado por aprender, não há fome pela palavra.
Em continuação, adicionar à virtude a temperança, domínio próprio, (egkratéia - auto controle, virtude de alguém que domina seus desejos e paixões, apetites sexuais). Quando falamos sobre auto controle logo pensamos em pessoas explosivas, briguentas, causadoras de situações, mas Pedro ao usar a palavra acima citada estava se referindo àqueles que exercem controle sobre todos os sentimentos que mesmo quando explodem são silenciosos, a exemplo dos impulsos sexuais, que geram as fantasias e até obsessões que consomem silenciosamente os que a tais pensamentos e sentimentos se entregam.
Depois temos o acréscimo da paciência, perseverança (hupomone - estabilidade, constância, tolerância - caracteristica da pessoa que não desvia de seu propósito e da lealdade à fé e à piedade mesmo diante das maiores provações e sofrimentos) Estabilidade, constância, tolerância? será que realmente temos nos mantido firmes nos propósitos de Deus inseridos em nós? temos sido leais ?
sobre a paciência coloquemos a piedade (eusebeia - reverência, respeito, amor às coisas da religião) - ao falarmos sobre amor às coisas referentes à nossa crença, falamos desde o servir um copo dágua a um destes pequeninos até o sacrifício de si mesmo. Piedade é amor e respeito aos símbolos, as coisas, as pessoas, aos valores do reino, a palavra, a doutrina, a santificação etc etc. A cruz não é temida por quem vive piedosamente.
Depois continuamos em adicionar a Philadelphia – amor fraternal – no  novo testamento essa palavra apresenta o amor que os irmãos cultivam uns pelos outros.
E por fim o Agape  - amor divino, amor perfeito,

Pedro se aproximou da conclusão do capítulo 01 afirmando no vs 8 que com estas coisas  existindo (huparcho – começar por baixo)  e aumentado (pelonazo – crescendo) em nós, seremos livres de sermos inativos (argos – preguiçoso, evita o trabalho que se deve fazer)  e infrutuosos (akarpos – estéril, não produz o que deve produzir)

Pois aquele em quem estas coisas não estão presentes:
é cego, vendo só o que esta perto – ao alcance das mãos – o que não condiz com a fé, pois a fé vê o que esta totalmente “fora de alcance”.
Esquecido (lethe – anda em esquecimento)
Purificação dos pecados antigos (katharismos -  hamartia – palai)
Ou seja, quem esquece da purificação dos pecados antigos também esquece que está me divida com o que pagou o preço por nossos pecados, se não divida ativa, ao menos divida de gratidão.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Mateus 7:24 a 27 - As mesmas "vicissitudes" para escolhas diferentes


    O que me chama a atenção neste texto é que nesta parábola, Jesus apresenta as mesmas dificuldades para duas pessoas com cosmovisão e posicionamentos distintos. O diferencial foi a iniciativa de se construir algo preparado para o que viria no futuro, e não somente isso, mas se colocar, ou não, em posição de desfrutar o que a chuva, os rios e os ventos deixam após os momentos tempestuosos. Veja que no versículo 25 Mateus diz em relação ao homem que construiu sua casa sobre a rocha que: “Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa”, a qual não caiu porque tinha alicerces na rocha. Logo em seguida no versículo 27 se referindo ao homem que construiu sua casa sobre a areia, que: “Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa”, a qual caiu sendo grande a sua queda.
  A questão aqui, é que Jesus estava dizendo que o homem é responsável por suas escolhas, preparando-se para a vida de forma adequada, ou construindo sobre a areia das emoções e conceitos meramente humanos. 
    As dificuldades são as mesmas, tanto para um como outro, contudo, alguns preferem construir bem, da maneira certa, ou seja, firmando-se sobre a observância e obediência à Palavra de Deus, se deixando orientar e conduzir por seus ensinamentos. Outros, entretanto, constroem para si mesmos edifícios belíssimos, mas sobre desobediências, mágoas, ressentimentos, conceitos e paradigmas formados sobre ideologias, pensamentos, filosofias e achismos humanos. Tais construções vão ruir, e com grande estrondo!
    Outro ponto interessante a se observar é a bíblia quando fala de chuva, esta falando da benção e da providência de Deus (Mt 5:45), a qual cai sobre justos e injustos. O profeta Zacarias (14:17) fala escatologicamente que: “se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, não virá sobre ela a chuva.              Continuando, a bíblia também faz menção aos rios como benção e providência de Deus, observe os textos de: Isaias 43:19 e 43:20 (rios no ermo para dar de beber ao meu povo, ao meu eleito). Depois disso vento na bíblia representa a presença de Deus através de seus anjos (mensageiros), veja Hb 1:7 – Salmo 104:4. Além do que que o vento gera movimento, o próprio homem só passou a ser alma vivente depois de Deus “soprar” em suas narinas conforme Genesis.
O que podemos aprender com tudo isso? É que tanto a chuva, como o transbordar dos rios, como os ventos dando impetuosamente contra a casa, na verdade são oportunidades dadas pelo Criador para quem queira desfrutar das grandezas de Deus, só basta construir a casa sobre o terreno rochoso da dependência de Deus e obediência aos seus preceitos. Podemos entender também que as bênçãos de Deus vem sobre todos os seus servos, mas não podem ser retidas por casas sem estrutura!!!
      A benção e a revelação de Deus não serão absorvidas por quem não se firma sobre a palavra do altíssimo.
    Por isso, muito cuidado quando se firmar sobre seus próprios conceitos, seus achismos e emoções, você pode estar construindo sua queda e acumular ainda maiores decepções.
     Um último ponto a se considerar, é que por onde as águas da chuva e dos rios passam, haverá o surgimento da vida através das novidades que crescem em terreno úmido (á água é a palavra), novidades (plantas) que se multiplicarão por conta dos ventos que espalham as sementes (os mensageiros), gerando mais e mais vida, riquezas em abundância. É bem verdade que as plantas não crescem sobre a rocha diretamente, bem como poucas coisas crescem sobre a areia, mas em volta da rocha onde houver terreno úmido haverá vida sendo gerada enquanto a casa sobre a rocha é sustentada.
       Qual será a nossa escolha? Viver finalmente conforme os preceitos da Palavra de Deus? Ou escolheremos nossas mágoas e dores pra construirmos o que não prevalecerá? As riquezas de Deus só serão armazenadas em edifícios firmados sobre Cristo.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

O que pode estar errado comigo?


O profeta Zacarias no capitulo cinco e no verso quatro de seu livro cita o seguinte texto; (NVI) – “Assim declara o Senhor dos Exércitos: Eu lancei essa maldição para que ela entre na casa do ladrão e na casa do que jura falsamente pelo meu nome. Ela ficará em sua casa e destruirá tanto as vigas como os tijolos”. Se traçarmos um paralelo com o texto de João 3:36 encontramos o seguinte: “Quem crê no Filho tem a vida eterna;já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele”.

Jurar falsamente, roubar, não crer no Filho de Deus traz como consequência maldição residente, e ira sobreexistente.
Esse é o tempo de nos voltarmos para o caminho da fé, da justiça e do juizo!

sábado, 5 de janeiro de 2019

Características necessárias ao obreiro. Isaias 11:2 a 5


Alguém sobre o qual o Espírito Santo repouse (ruwach)- A palavra hebraica em questão aponta para o fato de que o Espírito Santo em Jesus encontrou repouso, ou seja, local de descanso! A relação entre a Igreja e o Espírito Santo deve ser justamente no sentido de que o Espírito se sinta em repouso. Ora todos nós sabemos que Deus "trabalha até agora", ele não precisa de descanso em nenhum aspecto biológico, ou físico, por assim dizer. O que a bíblia esta nos apresentando no texto em questão é o fato de que a relação entre Jesus e o Espírito Santo era totalmente harmonizada, não havia resistência de Jesus a nenhuma das orientações do Espírito Santo, não havia desobediência, e a dependência de Jesus ao Espírito era total e absoluta. Não é o caso hoje em dia, afinal, resistimos, desobedecemos, não acreditamos quando ele orienta, pelo menos não sem antes questionar, lançar dúvidas e indagações e assim por diante. Dizer que o Santo Espírito repousava sobre Jesus, significa que em Jesus o Espírito não encontrou nenhum tipo de barreira. A relação era totalmente de fé, dependência e obediência. Jesus realmente operava no poder do Espírito Santo. Por isso no contexto seguinte as qualidades sempre são atribuídas ao ruwach de Deus, dando ideia das várias áreas em que o Espírito Santo atua e opera no homem que anda sob sua dependência.
Sabedoria - (chokmah) que traz a ideia de habilidade na guerra, sabedoria em administração, perspicácia, prudência além de sabedoria ética e religiosa. Observe que entre seus discípulos, Jesus manteve tudo sempre muito bem organizado, a ponto de ter um tesoureiro (Judas), constituir sua vice presidência (Pedro, Tiago e João), uma diretoria definda (os 12 discipulos), pagar os impostos, respeitar as autoridades, etc. O mestre divino sabia que preparar os discípulos para o apostolado não era apenas espiritualiza-los e molda-los nas coisas do século futuro, mas também abrir-lhes a visão administrativa, dar-lhes a visão de  gestão de recursos e pessoas, comportamento ético e social,  para só então deixa-los adiante de sua igreja.
Inteligência - (byinah) - compreensão, discernimento, faculdade. O obreiro inteligente, a exemplo de Jesus, disciplina sua mente a compreender as coisas, os fatos, as circunstâncias. Jesus jamais foi pego de surpresa em nenhuma das investidas que sofreu durante seu ministério, porque estava sempre atento a tudo e a todos. Jesus sabia discernir espiritualmente o comportamento das pessoas, mas também entendia e muito, sobre linguagem corporal (Mc 12:41), conhecia a lei, os costumes, o pensamento teológico  político e social de seus contemporâneos, e sempre estava preparado para responder a cada um com cuidado e inteligência.
Conselho - (Ietsah) - conselho, desígnio, propósito. - Ter um propósito definido, faz a total diferença no exercício de vida a que somos submetidos todos os dias. Uma pessoa sem um propósito não vive, apenas, respira e esta presente, mas não se enquadra na ordenança divina registrada em Genesis...., "Crescei, multiplicai e enchei a terra". Pessoas sem propósito não conseguem levar essa ordenança abençoatória à cabo, vivendo sem entender a razão de estar aqui, por conseguinte, por se sentirem vazias, buscam a preenchimento de si mesmas em compulsões, vícios, facilidades, prazeres, consumismo, violência e tantos outras "possibilidades", que na verdade só conduzem o tal ser humano à depressão, e à desistência da própria vida, ao vazio infinito em si mesmo.
Fortaleza - (gebuwrah), força, poder, valentia, bravura - Qualidades que movem o que as possue! Pessoas cheias de valentia, bravura, não se entregam, não param, não se deixam dominar pelo desânimo, não aceitam a ociosidade, não aceitam o ficar de braços cruzados apenas observando enquanto outros lutam, são empreendedoras, pensam grande, buscam novas soluções, são formadoras de opinião, são dinâmicas, sempre se posicionam de forma clara e assim por diante. Talvez não seja pouco comum encontrarmos pessoas que não se encaixam em nenhuma das qualidades descritas acima, ostentam títulos, mas não demonstram os frutos pertinentes à arvore que dizem ser. Na verdade, as vezes somos assim! Por isso a urgente necessidade de nos deixarmos moldar pelo que a bíblia diz. 
Conhecimento (Iath) - percepção, habilidade, compreensão, e Temor (yir'ah) - medo, terror, reverência, temor do Senhor. É importante observar que as duas palavras são colocadas juntas no contexto, conhecimento e temor do Senhor. Perceber a realidade da existência de Deus e de quão grande e excelso Ele é, compreender com a ajuda do Espírito Santo a personalidade do Criador. Crer que Ele existe e que é galardoador dos que o buscam, é necessário, absolutamente indispensável, imprescindível àqueles que se aproximam Dele. E com essa percepção, caminha juntamente o temor reverente à sua pessoa. Temor tal, que para quem o adora, a possibilidade de entristecê-lo por qualquer pecado é algo totalmente aterrorizante. Estamos rodeados de pessoas que dizem conhecer a Deus, mas não percebem, não compreendem nada acerca de sua real divindade e existência, e soma-se a essa ignorância, um altíssimo nível de desrespeito e falta de temor, em todos os níveis, à presença do Pai eterno. 
Deleitar-se-á (ruwach) - A mesma palavra traduzida por "Espírito", sopro, vento, etc, neste contexto é traduzida por deleitar (ter prazer), ou respirar sentindo perfume (cheirar). Podemos inferir que o que o escritor estava querendo dizer através de seus escritos é que: Jesus respiraria sentindo o perfume de seu relacionamento reverente com o Pai. O Inalar perfumes gera uma incrível sensação de euforia, seguida de relaxamento muscular e estimulação sensorial, remetendo a boas lembranças de forma específica, o que causa um prazer (deleite) em quem sente o cheiro de um bom perfume. O temor do Senhor era tão importante para Jesus que o resultado era exatamente esse. E para nós, qual é a importância desse temor ao nosso Deus?
Não julgará segundo a vista - (shaphat) - Agir como juiz, executar juízo, condenar e punir, etc. Jesus em seu ministério terreno não exerceu a função de juiz, julgando, sentenciando e condenando. segundo o pensamento comum, segundo a ótica meramente humana. Não era esse o seu papel, e quando o obreiro como imitador de seu Senhor, segue a mesma linha de pensamento, não comete erros tão comuns aos que facilmente se colocam na posição de juízes não segundo a justiça que vem pela fé. Jesus mesmo disse que não julgaria naquele momento (segundo sua própria vista) mas que a palavra que ele ministrava julgaria a todos no ultimo dia (João 12:47 a 49). O Obreiro inteligente não emite sentenças, apenas prega a palavra de Deus, sabendo que o que tiver que ser tratado será feito no tempo determinado, sempre pela Palavra de Deus.
Nem repreenderá (yakach) segundo o ouvir dos seus ouvidos - corrigir, repreender, julgar, apontar, etc. A linha de pensamento permanece a mesma do item anterior. O pregador do evangelho, prega o evangelho, sabendo que o evangelho e não ele, com sua própria vontade, é que vai gerar no ouvinte as mudanças necessárias segundo a vontade de Deus. De novo, a percepção e interpretação humanas são postas de lado para que a Palavra e o Espírito de Deus permaneçam. Se Jesus sendo Deus, foi tão atento e dependente da ação e direção do Espírito Santo, de que maneira pobres pecadores como nós podem se ufanar de si próprios? pensando que sabemos o suficiente, que temos experiência e vida o bastante para colocar nossa visão e nossa audição acima da Palavra de Deus? Quando o assunto é tratar almas e conduzi-las ao Eterno, o nosso papel como Igreja é cumprir o ministério da reconciliação, o demais pertence a Deus e à sua Palavra e Espírito. 
Julgará com justiça os pobres – Justiça de Deus pela fé (Romanos 3:22). No trato das causas existentes dentro do convívio cristão, sempre que houver a necessidade de julgamento das situações (não das pessoas propriamente ditas mas das circunstâncias que as envolvem), dos casos a serem resolvidos entre semelhantes inseridos dentro do mesmo conceito de fé, o princípio fundamental apresentado pelas páginas sagradas, diz respeito a julgar (avaliar, considerar, decidir) pela justiça de Deus, que vem pela fé. Sem fé impossível agradar a Deus, e normalmente se produz muita injustiça quando o senso de julgamento é fundamentado no pensamento e ideologia humana e não segundo o coração de Deus.
Decidirá com equidade a favor dos mansos – Temos aqui a ampliação do pensamento acima descrito uma vez que a palavra equidade traz a ideia de senso de justiça, imparcialidade, respeito à igualdade de direitos. No hebraico (miyshowr, ou miyshor) aponta para: terreno plano, por conseguinte, retidão! O obreiro prudente procurará decidir sempre orientado pela justiça devida a todas as partes envolvidas em qualquer questão. E sempre pela justiça da fé.
Ferirá a terra com a vara de sua boca – Jesus cumpriu seu ministério terreno através da pregação da palavra. A mensagem ministrada por Ele, impactou o mundo da época e continua com a mesma força realizando transformações em todos os lugares entre todas as culturas. O obreiro aprovado deve manejar bem a palavra da verdade além de não ter do que se envergonhar. Se assim proceder, seu legado será sua mensagem corroborado com o seu testemunho. O testemunho arrasta e a palavra permanece. O obreiro cristão deve primar por ter em sua boca sempre e em todas as circunstâncias a palavra da verdade, a qual gera vida.
Matará o perverso com o sopro de sua boca –   O sopro de sua boca (ruwah = sopro, vento, espírito). Para o perverso, aquilo que sai da boca do justo (a Palavra de Deus), redunda em morte. Esse texto tem aplicações muito profundas, uma vez que a bíblia diz que: Pois a terra que embebe a chuva, que cai muitas vezes sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção da parte de Deus; mas se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada. (Hebreus 6:7 e 8). A palavra de Deus é água que gera vida eterna, pastores, pregadores e obreiros que a ministram são os cultivadores da terra, o perverso é aquele que mesmo ouvindo a palavra, gera tribulação para quem o cultiva, sendo assim, a maldição se aproxima e o incêndio eterno é iminente. Devemos estar atentos ao fato de que ao pregarmos a Palavra bíblica, a mesma gera vida para os que a recebem de bom grado e coração aberto, ao mesmo tempo que gera morte para quem a menospreza e rejeita. Que nossas bocas gerem o ruwah de Deus.
Justiça - Retidão - Dar a cada um o que lhe é de direito. Justiça leva o obreiro cristão a pensar no direito de cada ser humano e não apenas naquilo que é o seu direito. Aliás só o fato de nos colocarmos acima dos demais ou colocar nossas necessidades como mais urgentes e importantes que as dos demais com os quais nos relacionamos, já é uma forma agressiva de injustiça. Gosto sempre de lembrar que a bíblia diz por várias vezes que justiça e juízo são a base do trono de Deus. Sendo assim, cuidemos para que não estejamos nos reprovando naquilo que aprovamos, pois muita injustiça tem sido praticada em nome da fé.
Fidelidade – Estabilidade - Talvez essa seja a palavra que melhor defina o que significa para o cristão ser fiel e praticar fidelidade. Jesus sempre manifestou total estabilidade em seus valores e crenças, e principalmente em sua obediência ao Pai, a ponto de enfrentar angústias tão profundas até chegar a suar sangue, sentir as ânsias da morte de forma sobrehumana e mesmo assim não se afastar de seu compromisso com Deus e com os seus. Foi fiel até a morte e morte de cruz. Fidelidade tem sido o que falta"  

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Verdade, uma ferramenta para prosperar!


II Corintios 13:8 – Nada podemos contra a verdade a não ser pela própria verdade.

Eis aqui um texto que pode realmente mudar muita coisa em mim e em você, de uma vez por todas, e para melhor certamente!!!!!!!
    O Espírito Santo falou audivelmente ao meu coração e ao meu intelecto nesses dias. Falou sobre uma verdade absoluta, a qual diz respeito ao fato de que nós seres humanos dentro da cultura ocidental construímos quase tudo ao nosso redor nos valendo de valores que não condizem com a verdade.
     Mentimos quase que o tempo todo, dizemos que as coisas estão bem quando não estão, e isso não por fé, e sim na verdade por tentamos diminuir as nossas dores nos escondendo atrás de paredes fictícias que parecem funcionar quando mentimos. Tais “paredes” nos trazem algum alívio imediato para o sofrimento que se faz constante, e nos poupam de conflitos e divergências que comprometam a nossa tranquilidade. Mentimos aos outros e a nós mesmos, principalmente quando queremos acreditar que somos o que não somos e também que não somos o que somos! Mentimos para agradar as pessoas, para não ferir aos que amamos, para evitar a vexação, evitar a rejeição, e assim por diante. A questão é que o resultado disso, é estarmos sempre sob uma forte pressão que nos sufoca, não somos plenos porque não nos permitimos, queremos apenas evitar os confrontamentos e garantir uma tranquilidade duradoura que, se possível, jamais seja alterada, ou manter uma aparência de que estamos no controle, no exercício de nossa autoridade, quando na realidade estamos sendo bombardeados.
Mas isso pouco a pouco nos mina todas as forças, aumentam as decepções, enfraquecem nossos valores pessoais, e nos investem de uma arrogância que se dissimula como humildade (como diria Mark Manson).
     Enfrentar a dor é necessário, encarar os riscos de se embasar na verdade é absolutamente indispensável.
     A bíblia nos dá essa maravilhosa orientação e que bom seria se todos nós a colocássemos em prática com perseverança e inteligência espiritual.
       A grande verdade é que existe uma verdade presente em tudo que somos e fazemos e ainda que dissimulemos o que pensamos, sentimos, acreditamos, projetamos e fazemos, tentando manter as pessoas longe de nossas verdades, elas (as verdades) estarão lá, e nossas mentirinhas só funcionarão por algum tempo, mas o preço a se pagar por isso é extremamente alto.
      Esta é uma das razões por termos tantas pessoas incompletas em si mesmas, tristes, deprimidas, dependentes de remédios, de sistemas, de pessoas e até outras coisas que até assustam quando mencionamos.
   Precisamos voltar aos princípios da Palavra de Deus e viver embasados na verdade. Precisamos aprender a ter coragem para falar não quando a verdade puder ser expressa com um não, ou sim quando esta se traduzir com um sim. Precisamos deixar de nos enganar quando falhamos, e assumir nossas responsabilidades diante das falhas, não atribuí-las às pessoas e principalmente à direção de Deus, afinal somos tendenciosos a espiritualizar dizendo que nossas escolhas são resultado da direção divina, ou de tentação maligna.
Nada disso!!! a verdade é que escolhemos, decidimos e andamos conforme nossos pensamentos, e depois atribuímos a culpa e a responsabilidade a outros. Quanta falta de verdade!.
     Assuma-se, discipline-se pela bíblia e na dependência do Espírito Santo (agora sim) a viver a verdade, a pratica-la, a mantê-la no coração, nos lábios e nas ações.
Dessa forma então se cumprirá a palavra do senhor Jesus: “se vocês estiverem em mim (e nele não há engano) e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito” (João 15:7)
     Termino essas considerações com o texto de João 8:32 que diz: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”
Pessoas “livres” são plenas, conhecem a felicidade, alcançam êxito e não se desequilibram durante as tempestades, constroem e não destroem, reconciliam e não dispersam, amam, perdoam, imitam a Deus, e Deus é a verdade (Jeremias 10:10)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

ORAÇÃO PERFEITA, OFERTA PERFEITA, PROPÓSITO PERFEITO.


A História de Ana se dá durante o ministério do sumo sacerdote Eli, o qual detinha duas funções diante do povo de Deus, ele era um dos juízes levantados por Deus, por sinal o 15º deles, e era também o sétimo sumo sacerdote estabelecido desde Arão, contudo,  por alguma razão que não consegui identificar em minhas pesquisas (até esse momento), Eli era o primeiro a assumir o sacerdócio sendo da linhagem de Itamar, o filho mais novo de Arão (Veja 2Sa 8:17; 1Rs 2:27; 1Cr 24:3; Êx 6:23), linhagem esta que apresentou problemas com respeito aos pecados contra a autoridade de Deus desde o início. Eli Julgou a Israel exercendo seu ministério sacerdotal durante 40 anos e durante esse tempo Deus levantaria o Profeta Samuel o qual surge na história como resultado da sabedoria de Deus e de um ato de fé de uma mulher temente ao Senhor. Os dias de Eli foram caracterizados pela fome espiritual em Israel, pois "a palavra da parte de Jeová havia ficado rara naqueles dias; não se divulgava visão". - 1Sm 3:1. Para complicar ainda mais a situação espiritual do povo de Deus, os filhos de Eli eram homens que não temiam de fato ao Senhor, veja:  Hofni  [do egípcio, significando "Girino"]. Um dos filhos do sumo sacerdote juntamente com seu irmão Finéias O mais jovem dos dois filhos "imprestáveis" do sacerdote Eli. (1Sa 1:3; 2:12) Enquanto serviam como sacerdotes, eles coabitavam com mulheres no santuário e "tratavam a oferta de Jeová com desrespeito". (1Sa 2:13-17, 22) Quando repreendidos levemente por seu pai, recusaram-se a escutar. Por causa da sua iniqüidade, Deus proferiu julgamento contra eles. Este se cumpriu quando ambos foram mortos no mesmo dia em batalha com os filisteus. (1Sa 2:23-25, 34; 3:13; 4:11). Por conta de todos esses detalhes, Deus quis levantar alguém que exercesse o real sacerdócio em Israel. Para tanto nos planos de Deus era imprescindível que esse alguém fosse concebido como fruto da fé e para isso o Eterno cerrou a madre de sua serva Ana, aquela que fora escolhida para suportar os processos divinos até alcançar o nível do espírito como adoradora e só assim poder efetuar uma oração com entrega total. Mas vamos adiante, Deus escolhe a Ana que era temente a Deus e esposa de Elcana, que apresar de ser chamado de Efraimita por morar em Ramá nas montanhas de Efraim, era na verdade Levita, descendente da família de Coate (aquele cuja descendência carregaria os utensílios do tabernáculo aos ombros). Era como que se Deus gritasse que por Eli e seus filhos isso não estivesse acontecendo no trato com seu povo Israel, como de fato não estava! Afinal um povo ao qual a palavra não é manifesta nem se revela a visão que não esta sendo "carregado" sobre os ombros e sendo assim que futuro espiritual pode ter?
Os processos de Deus para levar Ana ao nível do espírito
É bem por isso que a bíblia nos aconselha a não sermos insensatos mas procurar entender qual seja o propósito de Deus (Efésios 5:17) afinal, porque uma mulher temente a Deus tem sua madre fechada enquanto que a terrível, contenciosa e  e zombeteira Penina tem filhos quase que em fila de produção? Fico pensando em quantas orações aparentemente sem resposta, de quantas angustias, desejos e pensamentos vingativos a crente Ana enfrentou durante todos os anos sendo menosprezada e perseguida por Penina, contudo, ainda que ela não soubesse, Deus a estava conduzindo a um nível de profundidade espiritual que a levaria a fazer a oração certa da maneira certa no momento certo. E isso acontece apenas com quem passa pelos processos divinos até ser capaz de entregar tudo. Tendo já entregue todo o coração, não havendo reservas para o ego, no âmbito espiritual Ana se habilitou depois de 25 anos de espera (segundo alguns estudiosos) a finalmente realizar a oração perfeita, a entrega perfeita desejada pelo próprio Deus. O Eterno havia conduzido Ana pelo caminho da dor até que ela fosse capaz de alcançar a altura do coração de Deus, prometendo devolver à Ele aquilo que ela mesmo ainda não tinha recebido. Receber do altíssimo resposta à sua oração agora era o suficiente para aquela adoradora verdadeira, tanto que a resposta de Deus se tornou mais importante que o objeto da oração em si, agora sim, Ana estava pronta para receber porque estava pronta para entregar!!! No dia de sua oração de mudança de página, diz Flávio Josefo que Elcana teria feito como de costume quando sacrificava, dando porções do sacrifício para Penina e seus filhos e filhas e uma parte excelente para Ana porquanto a amava, contudo, ao ver a partilha entre os filhos de sua rival isso lhe quebrantou de forma diferente naquele dia. Durante a refeição, Penina teria mais uma vez humilhado à serva de Deus, e por conta disso Ana se retira e vai para a presença de Deus em oração, com o coração quebrantado a tal ponto que agora não mais no âmbito das emoções mas no nível do espírito com o Espírito, apenas move seus lábios, contudo, diante do trono de Deus a voz de Ana chega de forma poderosa e audível, chega como uma maravilhosa oferta de louvores, pois agora depois de tantos anos finalmente o seu ser por completo se equalizou com o coração de Deus. Havia uma resposta de Deus vindo não somente para àquela adoradora, mas para toda a nação de Israel, e mais uma vez tudo começa com uma adoradora verdadeira fazendo uma oferta verdadeira, uma entrega total, uma entrega que põe Deus na primazia e coloca o ego humano e seus anseios pessoais em submissão à glória e exaltação do divindade do Criador. Deus honrou a Ana dando-lhe um filho e recebendo-o de volta como oferta, contudo, como Deus sempre recompensa quem atinge pela fé a altura de seu coração celestial, Deus lhe abençoou dando-lhe mais 3 filhos e 2 filhas. - - - 1Sa 1:2, 3, 5, 8, 19; 2:21. O filho de Ana todos nós conhecemos, sua história e importância para o reino de Deus, mas me diga uma coisa, alguém ai sabe alguma coisa da história dos filhos de Penina? Claro que não!!! Somente quem oferta pela fé no nível do Espírito com o espírito, deixa um legado para sua família e para a história da Igreja, e vou mais além, para a história de sua cidade e até de seu pais. Até onde você está disposto a ir? Vai depender da profundidade de seu mergulho nas revelações da Palavra de Deus e em sua obediência a essas revelações. A oferta de Ana a Deus foi na verdade uma oferta de Deus para Israel, pois agora Ele teria um sacerdote, um profeta e um juiz que colocaria o povo em contato com a visão e a Palavra de Deus e que cumpriria as ordens do Altíssimo sem titubear. Até onde estamos prontos a ir para que Deus através de nós seja engrandecido?

Oferta e hospitalidade - Hb 13:2


Depois de 24 anos de espera com respeito ao cumprimento da promessa de uma descendência feita pelo próprio Deus, vinte e quatro anos mais envelhecido, o ventre de sua esposa já amortecido, se Abraão fosse um crente comum, provavelmente tivesse adotado uma postura de desânimo, principalmente porque, além de possuir muitas riquezas, habitava em um lugar paradisíaco, como era o pedaço de terra conhecido no texto bíblico como "os carvalhais de Manre" (que possivelmente signifique: bem alimentado). Digo que a postura poderia ser de desânimo porque somar uma esperança sem resposta durante 24 anos mais conforto e ausência de problemas financeiros, poderia gerar em um ancião de dias, uma forte tendência a no maior do calor do dia, deitar em um canto de sua luxuosa tenda e tirar aquela soneca sempre bem vinda depois das principais refeições do dia. Contudo, não era o caso do pai da fé! A bíblia nos diz no capitulo 18 do livro do Genesis que ele estava sentado à porta de sua tenda e em atitude de vigilância, pois percebeu a aproximação de três varões que surgiam diante dele. A história não aconteceria se Abraão estivesse dormindo, ou no mínimo se não estivesse em vigilância, desatento a tudo o que acontecia. Em seu coração, depois de tanto tempo de espera no lugar do desfalecimento havia a esperança e a expectativa de que aquele era o dia em que Deus faria alguma coisa a respeito da promessa. Crer em todo tempo nos induz a assumir uma postura de vigilância e expectativa, ao contrário do desânimo pela dúvida ou até a incredulidade, que nos leva ao recantos obtusos da sonolência espiritual, nos privando de ver diante de nós as respostas de Deus. Mas vamos adiante! o que me chama atenção neste texto bíblico é que mais uma vez a oferta esta relacionada à benção do Altíssimo sobre a vida de seu servo. Observe os seguintes pontos:
Abraão erguendo os olhos - atitude de esperança que o levou à observância, atenção a tudo o que estava acontecendo. Pessoas esperançosas (Rom 4:18) se mantém atentas normalmente não perdem oportunidades, e esse é um dos primeiros pontos a se observar para se alcançar a benção na vida financeira; manter os olhos erguidos, observando esperançoso, para que nenhuma boa oportunidade seja perdida. Muita gente dentro de nossos templos não tem notado passando diante de seus olhos as oportunidades de Deus para subir a um patamar de maior intimidade e proximidade com o Criador, simplesmente porque se fecham dentro de seus velhos e preconceituosos paradigmas, quando deveriam estar à porta da tenda com os olhos bem abertos.
Correu pare eles - Atitude positiva de quem vê oportunidade em tudo! Pessoas negativas em uma situação parecida a essa, dariam um jeito de se esconder porque pensariam no trabalho (fundamentado nos costumes da época) que o anfitrião teria. Os costumes determinavam que alguém ao receber um visitante trouxesse água para lavar os pés ao viajante, e também lhe servisse alimentos. Nos tempos de Jesus inclusive ungia-se a cabeça da pessoa com óleo aromático e beijava-lhe o rosto. Muito trabalho e muita despesa para quem tem a mente fechada para as oportunidades divinas. Abraão contudo se dispos, não ficou esperando pra ver se chegariam até ele, foi até os viajantes .
Inclinou-se diante deles - A bíblia diz: "cada um de vós considere o próximo superior  a si mesmo" Filipenses 2:3. O ato de se inclinar diante de um visitante era uma atitude de reverência e consideração para com a pessoa que estivesse chegando, contudo, ao fazer isso diante daqueles homens, Abraão estava não apenas reverenciando homens, mas louvando ao próprio Deus, adorando-o em sua real presença. A longa espera não endureceu o coração daquele homem de Deus, pelo contrário, o tornou mais maleável, mais propício a humildade, homem de coração quebrantado, a ponto de se inclinar respeitosamente diante de estranhos. Será que não devemos rever nossos conceitos? Digo isso porque muitas vezes não nos inclinamos nem mesmo diante de nossos pais e pastores, quanto mais diante de quem não conhecemos, ainda que pessoas de Deus! Não nos esqueçamos de que Deus resiste aos soberbos mas dá graça aos humildes (tapeinoo - que se abaixa)
Pediu-lhes que ficassem - Ao pedir àqueles visitantes que permanecessem com ele, Abraão estava assumindo a responsabilidade por eles, por seu bem estar, por seu conforto, por sua alimentação, por seu descanso, estava praticando a hospitalidade conforme Hebreus 13:2. O servo de Deus não se omitiu e com isso denotou um forte desejo de ser servo e servir! O próprio Jesus disse que se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos (Marcos 9:35). Novamente vemos na atitude de um dos heróis da fé , a iniciativa de dar de si mesmo, atitude de entrega, postura de quem serve, o que o coaduna com as palavras de Jesus registradas no livro de Atos 20:35 "melhor coisa é dar do que receber!" Quem esta pronto para servir com o seu melhor estará pronto para receber o melhor de Deus e comer o melhor dessa terra.

Ofereceu-lhes o melhor:
 - Água para os pés - seguindo os costumes antigos, oferecia-se ao viajante que chegava uma lavagem dos pés com água, para tirar o pó dos pés e aos mesmo tempo trazer alívio da caminhada e relaxamento muscular, o que renovaria as forças e o animo. O cristão aproveitaria muito mais toda a sua vida se se propusesse a sempre ter água para os pés dos que chegam para fazer parte de sua vida, trazendo aos tais algum conforto por ofertas de alegria, comunhão, reconciliação, perdão, e coisas como essas que produzem nos que as recebem uma maravilhosa sensação de alívio, e de renovo das forças tanto físicas como espirituais.
 - tres medidas de flor de farinha - Flor de farinha é uma expressão bíblica para denotar a farinha mais fina, mais refinada, o melhor da farinha de trigo, com a qual se fazia pratos excelentes. Abraão não ofertou uma medida para os três, mas uma para cada um deles, ou seja, não basta trazer sua oferta, mas pela fé trazer com abundância. Além disso sem saber ele estava ofertando triunitariamente, ou seja, três anjos representando a trindade divina, três medidas de farinhas representando uma oferta completa e personalizada, tudo para o Pai, tudo para o Filho, tudo ao Espírito Santo.
 - Vitela (tenra e boa) - O termo em questão diz respeito à carne de um bezerro, normalmente com menos de um ano de idade. Abater um animal tão novo na mentalidade do escravo seria desperdício total, pois era uma animal a menos no rebanho a se tornar reprodutor, a ser útil na agricultura, um a menos a pelo menos ser útil para puxar o arado; mas na mentalidade de príncipe, oferecer a carne de um animal tão novo era oportunidade para servir o melhor da culinária de sua casa, uma carne saborosa, macia, e de fácil absorção de temperos. Nada menos que uma iguaria!!! Essa era a consciência de oferta por hospitalidade que o pai da fé detinha em si, afinal ele era realmente um príncipe de Deus e príncipes não ofertam como escravos!  - Mantega e leite - Para deixar a oferta ainda melhor e mais aprazível, Abraão apresentou manteiga e leite. Poderíamos alegorizar a exegése desse contexto, contudo, mas vamos dar lugar à simplicidade e entender de forma simples que Abraão cuidou dos detalhes para que sua oferta de hospitalidade fosse completa, com todo o sabor que se pudesse produzir, que fosse enriquecida nos detalhes, que transmitisse aos viajantes o tamanho de seu amor e de sua sinceridade, que sua oferta fosse uma demonstração de respeito e amor àqueles desconhecidos. Coisa de quem ultrapassou o âmbito da alma e penetrou no nível do espírito.
Depois da oferta (louvor) vem a Palavra - Observe que os anjos ali presentes tomaram da oferta trazida por Abraão, comeram e só depois se pronunciaram. Não será somente isso que alguns de nós precisamos aprender para finalmente viver com abundância? Trazer do melhor para servir ao Senhor Jesus e a sua Igreja! Primeiro desfrutaram da hospitalidade e das ofertas de alimentos trazidos a eles e só então proferiram as palavras de mudança de página para a vida de Abraão e Sara. Palavra que iniciou-se pela pergunta: "Onde esta Sara tua mulher?" Sara talvez estivesse desatenta ao valor real do momento em curso ali diante dela, e para chamá-la ao nível de atenção necessário para ouvir a Palavra de Deus, veio a pergunta acima citada! E assim como ela reagiu sorrindo e imediatamente ja foi corrigida para ser aperfeiçoada, assim também nós realmente precisamos estar atentos à voz de Deus e notar nossas próprias reações, pois um detalhe sem correção pode fazer com que a tão desejada resposta de Deus seja adiada por mais algum tempo. É melhor ser repreendido e se calar mas receber a benção que nos mantermos escondidos atrás da tenda, tentando por tradições humanas no omitir em nossas responsabilidades diante do altíssimo!

A palavra confronta nossas razões e paradígmas - Virei a ti por este tempo da vida e Sara tua mulher dará a luz a um filho. A palavra fora ministrada contra as possibilidades naturais, pois como diz a bíblia, ambos estavam velhos a ponto de Sara confessar tanto a sua velhice como a de seu esposo, ou seja, já não havia mais vitalidade sexual, como diz o livro de Hebreus no capitulo 11:12, seu ventre já estava amortecido, portanto sem condições de gerar. Mas para aquele que tem promessa de Deus e tem habilidade espiritual para adorar em espírito e em verdade, não há limites para o querer e o efetuar de Deus. E milagre é isso mesmo, justamente o que excede a compreensão e as possibilidades humanas. Deus tem milagre para quem tem o coração e as mãos abertas para sua obra e sua Igreja. A Palavra confirmou a promessa, renovou a esperança, rejuvenesceu a uma casal de anciãos e manifestou a vitória esperada durante quase 25 anos.  Como seria o desfecho dessa história bíblica se Abraão perdesse a passagem dos anjos do Senhor naquele dia? O que teria deixado de acontecer se em vez de ofertar pela hospitalidade, ele decidisse se omitir para "economizar" tempo e recursos? Quem bom que ali estava uma pessoa de fé, e pessoas de fé, aproveitam as oportunidades, assumem riscos e responsabilidades, não se omitem, servem aos outros e ofertam sempre o melhor, não agem como escravos, agem como príncipes!

Deus observa a maneira e a verdade de sua oferta


Uma viúva pobre recebeu louvor daquele que é digno de todo louvor por causa de seu comportamento durante o ofertar.  É comum pensarmos ao ler esta história bíblica que Jesus estava observando os valores, mas Marcos nos seus escritos usa a expressão: "observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro". Observe, Jesus não estava observando quantidade, o montante da oferta, mas sim, a maneira (pos) como lançavam! Começamos a entrar aqui em um campo de incrível profundidade no que tange ao comportamento humano. Preste atenção no seguinte detalhe: Como Jesus sabia que as grandes quantidades que os ricos ali colocavam eram realmente do que lhes sobrava? e como ele saberia que a viúva pobre estava lançando ali "todo o seu sustento?". A resposta está justamente na frase que diz que ele observava "a maneira". É bem verdade que o corpo humano tem sua própria linguagem, e também é verdade que quase nunca percebemos o que o corpo está dizendo enquanto estamos falando, cantando, louvando, pregando e assim por diante, e mais interessante ainda é o que diz a bíblia no livro de Romanos no capítulo15 vs 44, "se há corpo natural há também corpo espiritual",  e aqui é que está o ápice dessa revelação bíblica, Jesus conseguia ler claramente a linguagem corporal tanto no aspecto físico quanto no espiritual, e ele escolhe o momento do ofertório para exercitar essa habilidade, ou seja, o que o corpo dizia enquanto as pessoas diziam estar ofertando? Jesus nos deixa uma preciosa lição ministerial, quando toma tempo para examinar a maneira como as pessoas ofertavam, por ser esse o momento em que as principais verdades do ser humano acerca de seu caráter e de seu comprometimento com a palavra de Deus ficam mais evidentes na linguagem sobre a qual, involuntariamente ele não consegue exercer domínio, a não ser com muito estudo e prática. Há uma verdade profundamente marcante nesta questão que diz respeito à como nossos atos de justiça durante o ofertório influenciam as pessoas que estão ao nosso redor, pois ainda que não saibamos ou pelo menos não percebamos, tudo o que fazemos serve como vitrine comportamental, com a qual influenciamos aqueles que estão mais próximos a nós e principalmente os que estão sob nossa autoridade espiritual. Bem diz a bíblia: "Portanto, também nós, considerando que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, desembaracemo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos está proposta, olhando fixamente para o Autor e Consumador da fé: Jesus, o qual, por causa do júbilo que lhe fora proposto, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus" Hebreus 12:1 e 2. Muitos afirmam conhecer a Deus, mas negam-no com suas atitudes (comportamento) como diz Tito no cap 1:16, e atitudes nossas influenciam outros, sejam boas ou sejam más. Por isso que nosso corpo esteja em perfeita harmonia com nosso coração e não haja nenhum indicio de dissimulação em nosso culto, porque diante de Deus nada passa sem gerar algum tipo de consequência.  Veja o que a bíblia diz em Provérbios
assim como imaginou no seu coração assim ele é!! Pv 23:7.  É preciso que a Igreja do Senhor Jesus absorva de tal maneira os ensinos bíblicos acerta do trazer ofertas diante de Deus, de forma que em nós não haja nenhuma mentira quando apresentarmos diante de Deus qualquer oferta que seja. Que nosso coração, alma e espírito estejam totalmente tomados pela revelação da Palavra do Altíssimo e que por essa revelação sejamos realmente orientados.

Por que o trazer ofertas é tão importante na ótica divina?


1 - Porque denota que estamos em sintonia com o coração e a visão de Deus, além de mostrar: DESAPEGO com as coisas materiais. DEPENDÊNCIA do agir e da providência de Deus. GRATIDÃO ao Senhor por todo o seu cuidado. CONFIANÇA, como diz a bíblia em Hebreus 11:6 "aquele que se aproxima de Deus é necessário crer que Ele existe é que é galardoador (pagador de salário) dos que o buscam". O ser humano tem intrínseco em sua alma a necessidade de ter o controle sobre as coisas, e o dinheiro nos dá a sensação de poder para controlar, justamente por isso que o ofertar é tão importante diante de Deus, porque quando praticamos tal ato, abrimos mão do controle, abrimos mão do poder de controlar as coisas pela força do dinheiro, colocando-nos sob total dependência de Deus. I Timóteo 6:10 diz que o amor ao dinheiro é a raiz de "todos os males", observe que não apenas de alguns males específicos, mas raiz de todos os males. E veja que praticamente todos os grandes atos heróicos dos heróis da fé e de personagens importantes dentro da bíblia e até do próprio Deus começaram com um ato de entrega, iniciaram-se por uma atitude de trazer ofertas: A revelação acerca do tabernáculo começa com a oferta para a construção do mesmo. As ofertas do tabernáculo dependiam de outras ofertas. Abigail apaziguou Davi com uma oferta - I Samuel 25. Abraão recebeu a revelação de Jeová Jireh com uma oferta - Genesis 22. Ana venceu a esterilidade com uma oferta - I Samuel 1-2. Deus venceu o diabo com uma oferta - João 3:16. Uma viúva pobre recebeu louvor daquele que é digno de todo louvor por causa de apresentar uma oferta - Lucas 21: 1 a 4

Oferta é exercício que tonifica a musculatura espiritual e nos leva a profundidade do espírito. João 4:23 e 24


Para entendermos o que o trazer ofertas tem a ver com o texto acima referido precisamos começar por considerar que em primeiro lugar o adorador deve conhecer o lugar da adoração. Jesus foi claro ao se referir a isso quando ao responder a samaritana disse que não era nem no monte onde estavam nem em Jerusalém,porque Deus é Espírito e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. A verdade revelada neste texto bíblico é gloriosamente profunda porque nos leva a um nível mais profundo que o coração humano, não o kardio mas o âmago das emoções humanas. A bíblia diz em Provérbios 4:23 que do coração procedem as fontes da vida, e depois em Marcos 7:21 a escritura sagrada diz que: "do interior do coração do homem saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura, e o texto bíblico ainda acrescenta no vs 23: todos estes males procedem de dentro e contaminam  o homem. Sendo assim fica mais do que claro que para alcançar o nível de verdadeiro adorador,  precisamos mergulhar mais profundamente pois o coração (alma) do homem, sedia muitas coisas ruins para que possa ser producente de adoração que alegre o coração de Deus e até mova a sua infinitamente poderosa mão. Mas Pastor!!!! alguém pode me dizer nesse momento! Como fica então o texto de Jeremias 29:13? "e buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração" . A resposta está no próprio versículo na frase de todo o vosso coração, pois só alguém que penetra na dimensão do espírito com o Espírito é capaz de entregar todo o coração  na busca pelo Senhor. Sem esse mergulho, enquanto estivermos regidos por nossas meras emoções e conceitos próprios, jamais experimentaremos o que é ser adorador verdadeiro. Contudo, para avançarmos no estudo desse conceito vamos analisar um pouco mais a fundo o contexto desta passagem bíblica. Veja só: Jesus ao conversar com a mulher samaritana usa alguns termos surpreendentes ao falar sobre adoração nos versículos 23 e 24 do capítulo 4 de João. O Primeiro deles é “verdadeiros”  do grego “alethinos” – aquele que participa da essência do mesmo(do louvor), corresponde ao significado da idéia transmitida. Seria o caso de se considerar a existência de falsos adoradores? Se considerarmos a etimologia da palavra, com certeza, teremos adoradores equivocados, ou pelo menos pessoas superficiais na adoração, isto porque para ser alethino eu preciso conhecer aquele a quem adoro e participar da essência do mesmo, isso se torna impossível quando não conhecemos a Deus, e a pergunta é: será que realmente conhecemos a Deus? Ele não está limitado pelos nossos paradigmas, ele é infinito, não está atrelado ao nosso senso de justiça porque ele é a fonte de toda justiça; a verdade é que muitas vezes estamos adorando a um “deus” que não existe a não ser unicamente em nossas próprias concepções. O sentido disso se torna mais claro um pouco mais adiante quando Jesus diz que: “os verdadeiros adoradores (proskunetes) adorarão em espírito (pneuma) e em verdade (aletheia). Vamos continuar este pensamento abordando em primeiro plano a palavra “aletheia”, que significa verdade, mas não qualquer verdade ou ainda “nossa” verdade, mas a verdade de Deus, fonte única e absoluta da verdade plena. O verdadeiro adorador tem que estar comprometido com a verdade de Deus, foi isso que Jesus disse em João 8:32 “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". A próxima palavra é proskunetes, adoradores, que vem da palavra grega proskuneo que significa literalmente “para beijar” pros=para e kuneo=beijar (não o beijo sensual mas o que demonstra admiração, respeito e amor de filho para pai ou de discipulo ao mestre).  Aqui começamos a compreender a verdadeira natureza da adoração que é como o filho que repousa nos braços do pai e que beija o seu rosto como sinal de respeito amor e admiração ou o aluno que beija a mão de seu mestre. Por isso que sem conhecimento real de Deus não existe verdadeira adoração pois reverenciamos a um deus presente apenas em nossas concepções, e um deus assim não responderá orações, não efetuará nada do que necessitamos como filhos, e ainda que o verdadeiro Deus faça algo, não seremos capazes de reconhecê-lo, porque estaremos olhando para o lado errado. O escritor de provérbios recebeu esse discernimento ao escrever: “reconhece-o em todos os seus caminhos e ele endireitará as suas veredas Pv 3:6. Jesus ao proferir as palavras as quais direcionou à mulher samaritana estava revelando a ela algo que a deixaria livre para crer e adorar; não eram os lugares e os templos, mas sim o que se conhece acerca de Deus que nos habilita para adorá-lo em verdade. E aqui chegamos no ápice dessa meditação ao considerarmos também a expressão em “espírito” – pneuma: vento cognato de pneõ = respirar, soprar. Observemos que o livro de Genesis diz que Deus soprou o fôlego de vida nas narinas do homem e ele se fez alma vivente. Jesus ao falar sobre a adoração estar atrelado à palavra pneuma, estava dizendo que no ato de se “beijar a face de Deus”, necessário se faz retirar da sua própria essência presente em nós para devolver em forma de louvor, é o que conhecemos como derramar a alma. Contudo, o derramar a alma na vida do adorador verdadeiro não é algo esporádico, e sim constante, ou seja, ao apresentar-se em adoração ele é capaz de derramar sua alma sem nenhuma força externa, como uma grande dor por exemplo, o verdadeiro adorador, derrama sua alma inteiramente por amor e com absoluta entrega de si mesmo ao alvo de sua adoração em qualquer momento ou lugar. Não é o intelecto, inteligência ou qualquer outro recurso humano que nos fará aptos para atendermos à procura de Deus por adoradores verdadeiros, mas sim a capacidade de entrega, de tirar de dentro de si parte de si mesmo para devolvê-la a Deus como louvor e adoração. Isso só acontece quando conseguimos superar a nós mesmos, realizando a entrega perfeita. Deus não está buscando adoradores perfeitos porque enquanto aqui estivermos seremos sempre incompletos por causa da natureza contaminada pelo pecado, mas ele busca a entrega perfeita. Romanos 12:2 Paulo explica esse conceito dizendo que apresentemos nossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus que é o nosso culto com inteligência. Mas finalmente chegamos no ponto crucial! o que tem o trazer ofertas com tudo isso? Ora veja bem amada Igreja de Jesus! Na ótica divina o ofertar tem importância definitiva porque exercita nossa "musculatura espiritual" no sentido de irmos nos aperfeiçoando no que diz respeito a abrir mão daquilo que nos pertence para que Deus seja glorificado em nós. Por isso é importantíssimo considerarmos que pessoas que tem o coração e a mente fechadas para o dizimar e trazer ofertas, jamais serão capazes de sair do nível do seu próprio coração para mergulhar no nível do espírito, e aqui é também crucial entendermos que quando a bíblia fala de adorar em espírito está falando do espírito humano, sendo assim, isso nos remete a necessidade da entrega absoluta de si mesmo. Espírito Humano???? Com todas as letras!!! Mas e onde fica o Espírito Santo nesse negócio? Romanos 8:16 nos dá a resposta: "mas o mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus" Você consegue entender a grandiosidade dessa verdade bíblica? Somente pelo exercício da entrega, praticado no ofertar, não somente de valores financeiros, mas ofertar do tempo, da amizade, do amor, do respeito, da reconciliação, etc, etc, é que seremos capazes de entregar todo nosso coração ao controle das mãos de Deus e adentrar ao nível do nosso espírito onde a voz do Espírito Divino se faz ouvir de forma absolutamente clara.

Ofertar é imitar a Deus


 Efesios 5:1 – Sede pois imitadores de Deus como filhos amados e vivam em amor como também Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus.
Quem imita, o faz por pelo menos três razões específicas.
1 – por jocosidade ou zombaria
2 – por admiração
3 – com o objetivo de transmitir uma mensagem
4 – por amor
Paulo escrevendo à igreja em Éfeso, orientou o povo de Deus que o imitassem como “filhos amados”. Esta expressão contém algo embutido em sua interpretação, uma vez que: sendo filhos amados, sentimos, vivemos e somos totalmente beneficiados pelo amor do Pai, sendo assim, uma vez que somos espirituais e já aprendemos a retribuir o amor com o amor, o que a bíblia esta dizendo é que sendo filhos amados, imitemos o Pai por amor, o mesmo amor que dele recebemos.
Mas vamos adiante, para que alguém possa imitar, é preciso antes observar todos os detalhes do objeto ou pessoa a ser imitado, sendo assim, se vamos imitar a Deus, é preciso que observemos o seu modo de agir e operar em todos os âmbitos. E quando olhamos para as páginas sagradas em busca do “modus operandi” de Deus, descobrimos que nosso Criador é um doador, um ofertante por excelência. O primeiro ato de Deus foi dar parte de si mesmo ao soprar sobre sua criação o fôlego de vida, e depois em Genesis 1: 28 a 30 o Altíssimo evoca benção sobre o homem e enriquece-o com a dádiva de provisões para seu sustento. Ainda no livro de Genesis no capítulo 8:22 a sagrada escritura nos apresenta curiosamente quatro coisas (em duplas) que segundo a palavra do próprio Deus, durariam para sempre, enquanto durar a terra: “semeadura e sega, frio e calor, verão e inverno, dia e noite. O interessante é que das quatro duplas, três não dependeriam da ação do homem e uma sim, por sinal, a primeira a ser citada: “semeadura e sega”. Quando falamos de imitar a Deus, temos que considerar que nosso Deus o tempo todo está abrindo mão de alguma coisa para que sua criação seja abençoada e viva em felicidade. Ele nos deu o dia e a noite, o verão e o inverno (e de quebra, o outono e a primavera), o frio e o calor, mas para o bom funcionamento de todo um sistema ele nos deu a responsabilidade de participar de uma coisa absolutamente indispensável enquanto durar a terra: o semear e o colher. O interessante é que sempre estamos semeando até quando pensamos não estar semeando nada, é uma lei que abrange de forma totalmente surpreendente o mundo espiritual e o natural. Tudo que fazemos ou deixamos de fazer se torna semeadura e haverá colheita! Neste ínterim a bíblia nos diz que quem sabe fazer o bem e não o faz comete pecado (Tiago 4:17). Podemos ainda refinar o conceito sobre ser imitador de Deus no sentido de que devemos imità-lo com o objetivo de absorvermos Nele e Dele os valores éticos e morais do reino conforme propõe o texto de João em sua primeira carta no capítulo 2 e verso 6: "aquele que diz que está Nele, também deve andar como Ele andou" . Ser imitador de Deus significa amá-lo a ponto de pisar suas pisadas, e isso implica em sacrifício, entrega total, oferta de amor que exija renuncias, dar o nosso máximo para que Deus seja sempre em tudo e em todos glorificado.