Saudação

Olá!!!! Graça e Paz no Senhor Jesus Cristo! Sejam bem vindos!!!!

quinta-feira, 17 de julho de 2014

5 – descomprometimento com a vontade de Deus, falta de vigilância (Sansão nos braços de Dalila)

Sansão era nazireu de Deus ( נזיר naziyr ou נזר nazir), que quer dizer consagrado a Deus. O nazireado é instituído por Deus no capitulo 6 do livro de Números e diz respeito a qualquer pessoa que fizesse voto de consagração a Deus por um período de tempo, o qual deveria observar algumas exigências para que o seu nazireado fosse aceito diante de Deus. No caso dele, o próprio Deus declarou que ele seria consagrado a Deus durante toda a sua vida, e ainda que ele mesmo não tivesse feito o voto por livre e expontânea vontade, deveria observar a exigência de não cortar o cabelo.  Algo que não podemos deixar de observar antes de continuar é que as exigências principais foram feitas à mulher (sua mãe) e segundo as palavras do anjo, a Sansão ficou apenas a responsabilidade de manter seu cabelo sempre crescido. No caso desse juiz em particular, Deus lhe habilitou com uma força física descomunal e absolutamente sobrenatural, e esta era a maneira como o Espírito de Deus se manifestaria em seu servo, através de uma habilidade não espiritual mas física, que grande lição temos aqui, pois afinal, pois Deus age de diversas e surpreendentes maneiras. Vale lembrar que o segredo da força de Sansão não estava em seus cabelos, mas na obediência aos preceitos divinos, enquanto ele observasse o mandamento teria a força que lhe tornaria o mais afamado herói popular  não só em seus dias e em meio ao seu próprio povo mas o mais conhecido super-humano de todos os tempos. Porém, a personalidade do jovem Hebreu e suas tendências carnais sempre o mantiveram no limiar do fracasso até que esse se manifestasse com toda a força. Obediência, como já disse acima, esse era o segredo, e o que diz a bíblia sobre a igreja contemporânea? “por se multiplicar a iniquidade o amor de muitos esfriará”(Mt24:12), a iniqüidade só pode se multiplicar se for alimentada pela desobediência. Se a força  dos ossos e músculos eram as armas do antigo juiz as quais só seriam mantidas pela fé e vigilância, a fé (a vitória que vence o mundo) é a arma de que dispomos para vencer as propostas carnais ao mesmo tempo em que resistimos ao próprio tentador. Contudo, analisando a vida de Sansão podemos claramente perceber o caminho da desobediência que o leva pouco a pouco a abrir sua guarda e entregar aos seus inimigos um segredo que uma vez desrespeitado o levaria ao status de desobediente aos preceitos divinos e por fim conduzindo-o ao absoluto fracasso. Dalila, aquela a quem amou a ponto de desobedecer a Deus, depois de lhe induzir pela insistência a entregar um segredo que o levaria à desobediência e portanto a perca de sua força, visto que quem operava isso em seus músculos era a presença do Espirito Santo, essa mesma Dalila ao perceber que finalmente lhe abrira o seu coração por completo, “o fez dormir sobre seus joelhos”.   A aparente beleza do que estava fora de sua cultura e de seu povo sempre atraíram Sansão, e pouco a pouco lhe ataram por cordas que não podiam ser destruídas pela força física, pois a bíblia nos ensina que “ninguém que milita se embaraça com negócios dessa vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra” (II Tim 2:4), aparatos de guerra não podiam vencer ao herói bíblico, mas os “negócios dessa vida”, pouco a pouco lhe minaram a capacidade de obedecer a vontade de Deus. Vejamos os decadentes passos finais do guerreiro de Deus até o sono mortal nos braços de Dalila, que o levaria a cegueira e a vergonha entre seus inimigos.
1 – 16:7  - amarrar com sete vergas de vimes frescos, ainda não secos.
2 – 16:11 – fortemente com cordas novas
3 – 16:13 – tecer 7 tranças do seu cabelo com o liço da teia ( e elas os fixou com uma estaca)
4 – 16:17 – descobriu-lhe todo o seu coração – a queda começa com a entrega de segredos de Deus em nós e para nós.
5 – 16:19 – ela o fez dormir sobre os seus joelhos – o conforto para a pratica da desobediência.
6 – 16:19 – chamou um homem e rapou-lhe os cabelos
7 – 16:19 – começou a afiligi-lo ( testar sua força)
8 – 16:20 – sairei como dantes.....o Espirito do Senhor já havia se retirado dele.

Falta de perdão

Falta de perdão, rancorosidade, indiferença, desamor  (Jonas fugindo para Tarsis).
Aqui esta uma das histórias da bíblia mais conhecidas de todos os tempos, Jonas o profeta fujão e o grande peixe. Vamos, contudo, analisar os detalhes que levaram um profeta chamado por Deus a escolher a fuga de sua presença. É interessante observar que Jesus em seus ensinamentos recomendou aos discípulos que fossem prudentes como as serpentes e simples como a pomba. O adjetivo usado por Jesus para definir a pomba é akeraios, que significa puro, não misturado, limpo de mente, sem um misto de maldade, livre de malícia, etc. e a Pomba no hebraico é Ionah, que é justamente o nome do profeta em hebraico. O Jonas que conhecemos é o Ionah no texto bíblico, ou seja, Deus chamou para enviar a Nínive alguém cujo nome denotava tudo que era necessário para que os ninivitas fossem alcançados pela misericórdia de Deus, contudo, o que estava no coração do profeta não condizia com seu nome. Jonas o filho de Amitai era natural da pequena vila de Gate Hefer (II Rs 14:25) no distrito da tribo de Zebulom (Js 19:13) alguns quilômetros ao norte da região da Galiléia e os eruditos dizem que exerceu seu ministério durante o reinado de Jeroboão II. Portanto, Jonas conhecia  bem os costumes e o pensamento dos Assírios. Nos dias do profeta os assírios controlavam algumas regiões de Israel anteriormente conquistadas conforme o texto de  II Rs 10:32 e 33 e aqui começamos a compreender os sentimentos abrigados no interior do servo de Deus, uma vez que os assírios eram violentos em extremos contra os povos os quais lutavam, praticando, empalamentos, esfolamentos, serrando ao meio soldados inimigos, entre tantas outras atrocidades. Quando Deus fala ao profeta ele vislumbra a possibilidade de arrependimento do povo e por conta disso o perdão de Deus para os ninivitas e assim escolhe fugir para evitar que a misericórdia de Deus alcançasse um povo ao qual ele condenava à destruição em seu coração rancoroso (ler cap 4:2). Veja que o sintoma aqui da condição espiritual do profeta era algo que estava abrigado em secreto no coração dele, ódio a um povo violento e que não conhecia a Deus e a seus princípios e essa condição espiritual começou a sinalizar de forma visível quando chegou a ordem divina para que justamente ele fosse até os ninivitas, e lhes anunciasse a palavra de Deus. O ódio e o ressentimento não nos permite praticar a justiça que vem pela fé. Assim como o sono nos insensibiliza ao que acontece ao nosso redor, o rancor, e suas variantes nos insensibiliza ao amor de Deus para com as almas e para com o próximo, nos fazendo colocar nossas razões acima da vontade de Deus. Jonas sinaliza seus reais sentimentos começando um processo de descida de vários degraus até chegar ao fundo de um abismo que não lhe trouxe o objetivo almejado mas um terror jamais antes experimentado por homem algum que vivesse para o relatar.
1-    Desceu a Jope
2-    Desceu para dentro do navio
3-    Desceu ao porão do Navio
4-    Lançado ao Mar
5-    Tragado pelo peixe
6-    Lançado no profundo, no coração dos mares
7-    Desceu até os fundamentos dos montes

Quando olhamos para o texto bíblico no hebraico antigo encontramos a palavra “yarad”, que significa não somente descer, mas também declinar, marchar abaixo, afundar, e quando o profeta decide fugir de diante do Senhor e tomar uma outra direção, ele começa literalmente a afundar. Um abismo chama outro abismo e quando entramos na contramão da vontade divina afundaremos passo a passo até que nosso orgulho seja suplantado e finalmente consigamos clamar com sinceridade e pureza de alma. Considere-se também que afundar denota perca do controle da situação, um nadador por exemplo, tem controle de seu próprio corpo sobre a água mas se por qualquer razão esse controle for perdido ele começa a afundar.  Lembro aqui da história de Pedro andando sobre as águas indo ao encontro de Jesus, contudo, ao ver-se afastado de sua zona de conforto que era o barco onde estavam os demais discípulos e sentindo o vento e vendo as ondas, teve medo, e assim começou a afundar. Quando Jonas desce a Jope ele ainda que pensasse estar no controle da situação, já estava começando a afundar e isso ainda iria bem mais longe até o terror absoluto.

domingo, 8 de junho de 2014

O rosto na água


Provérbios 27:19  - Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim o coração do homem ao homem.

Interessante aqui que a questão da correspondência é fundamentada sobre uma imagem distorcida. A melhor maneira de se ver o reflexo do rosto não é olhando a água mas sim um espelho límpido e estável, uma vez que a água, mostra uma imagem obscurecida e distorcida por conta das ondulações e mistura com imagens introexpostas. Assim quando queremos conceber um conceito acerca de uma pessoa olhando para o que vemos por fora, teremos uma má concepção do que realmente existe por dentro. E ainda mais podemos dizer acerca desse assunto só que agora trazendo totalmente para si mesmo: quando queremos ver como estamos diante de Deus olhamos para o espelho (a palavra), quando queremos ver como estamos diante de nós mesmos, o melhor é olhar para o que há no nosso coração, pois será impossível enxergarmos a nós mesmos se estivermos olhando para os outros diante de nós ou apenas para as rugas e cabelos brancos refletidos nos espelhos da nossa própria humanidade

terça-feira, 2 de julho de 2013

Efeito da Internet sobre a família

Famílias tem sido destruídas, pouco a pouco de forma paulatina e silenciosa, o adversário de Deus  e da igreja tem entrado em meio a relacionamentos assumidos diante da igreja e do senhor da igreja através de mensagens privadas enviadas sob forte dissimulação, as quais tem atingido corações despreparados e não vigilantes, o resultado disto, famílias destruídas, igrejas enfraquecidas, ministérios sepultados, etc. O que levou o adversário a ter tanto sucesso no uso das redes sociais para trazer tantos prejuízos à família e à Igreja? Creio que a resposta esteja no livro de hebreus capitulo 12 no versículo 15 onde a bíblia diz: “tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando vos perturbe, e por ela muitos se contaminem”. Sempre que leio este texto bíblico tenho minha atenção chamada para o fato de que a bíblia avisa sobre a existência da tal raiz de amargura, o fato que deve ser evitado é que esta raiz venha a brotar. Contudo, este é justamente o caso, há dentro de nossos templos muita gente cujas raízes de amargura já brotaram há muito tempo, e isto por conta de brigas no casamento, palavras ferinas, atitudes inconsequentes e tantas outras razões e sendo assim, muita gente frequenta os cultos, canta, até mesmo prega em nossos púlpitos, mas o coração esta como o de Aitofel, sendo corroído por uma questão não resolvida. A amargura esfria o amor, trai a confiança se alimenta da dor, busca socorro onde só haverá aumento da própria amargura, e estas, tem sido a causa de uma igreja adoecida em nossos dias. O adversário vendo tudo isso, passou a fazer uso dos contadores de histórias tristes que infestam as redes sociais. Pessoas amarguradas facilmente são tocadas por histórias tristes, confissões de admiração e amor que venham de outras pessoas que ainda não tenham nenhuma “anotação negativa” em seus corações, e a partir de um “contato” que diminua suas frustrações abrem os corações a pessoas cheias de veneno espiritual as quais invadem suas mentes e por fim seus corações. O resultado? Mais amargura, desejos adulterinos, sonhos impossíveis, afastamento da vontade de Deus, pecado e por fim a morte, porque o pecado sendo consumado gera a morte. Fica aqui um simples alerta a quem ler estas simples linhas.  A raiz de amargura não pode ser destruída, arrancada de dentro de nós, pois faz parte da natureza adâmica, contudo, seus renovos podem ser suprimidos pela fé com vigilância, oração e constante louvor, e a tal raiz pode e deve permanecer sepultada nas profundezas da mesma natureza a qual já me referi, isto porque, a velha criatura está sepultada com Cristo na sua morte e assim deve permanecer. Quando a amargura aflorar em nossa alma, corramos para a torre forte que é a presença de Deus, mais bate papos no face ou em qualquer outro site de relacionamento não trará cura, trará sim o aumento da dor e a incapacidade de se recuperar, pois quanto mais veneno mais morte. Nos voltemos para Deus com urgência. O amor de muitos tem esfriado por aumentar a iniqüidade, isto é fato confirmado pela palavra de Deus. O que se humilha será exaltado, mas o que se exalta será humilhado.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

"NEGUE-SE"


απαρνεομαι aparneomai - "declarar não conhecimento ou ligação com alguém" - "esquecer de si mesmo, perder a visão ou interesse próprio". 
Só seremos fortes o bastante para superarmos todas as vicissitudes que surgem durante nossa jornada pela vida, quando formos realmente capazes de negarmos a nós mesmos. Negar-se é considerar o próximo superior a si mesmo, buscar o interesse de outrem e não o próprio, carregar a arca da aliança sobre os ombros e não sobre carroças, salmodiar enquanto na cruz, chorar com os que choram, sorrir com os que sorriem, pisar sobre serpentes e escorpiões e não sofrer nenhum dano, suportar tudo, crêr sem reservas, amar incondicionalmente, louvar mesmo quando em abismos... Entre tantas outras coisas que poderia citar, segundo o que está no texto bíblico, resumo dizendo: negar-se a si mesmo é tornar-se imitador de Deus. (Marcos 8:34)(Efésios 5:1).

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

SACRIFÍCIOS DE FÉ TRAZEM A JUSTIÇA DE DEUS


No capítulo um o evangelista Mateus descreve os integrantes da genealogia de Jesus, e  nesta genealogia ele cita 4 mulheres. 
1- Tamar  - Depois de perder seu primeiro e segundo esposos, ao perceber que Judá não lhe dava outro esposo para cumprir a lei do Levirato, se disfarça de prostituta e assim se deita e concebe de Judá a Perez e Zerá. E depois através de Perez continua a construção da árvore genealógica de Jesus.
2- Raabe – a moradora de Jericó que abrigou os espias e recebe salvação dela e de sua família usando como sinal o fio de escarlata, ela depois se casa com Salmon, e dessa união é gerado Boaz.
3- Rute – a moabita (os moabitas eram proibidos por determinação divina de ingressar ao arraial de Israel - Deut 23: 3 e 4) que retorna com Noemi sua sogra desde os campos de Moabe para as terras de Judá e lá vai rabiscar nos campos de Boaz (parente remidor de Noemi), com o qual vem a se casar e gera a Obede (Avô de Davi)
4- Da que foi mulher de Urias – Jessé gera a Davi e este se une a Bateseba com a qual vem a gerar Salomão. Contudo, observe que Mateus não cita o nome dessa mulher e sim cita o nome de seu marido injustiçado por Davi no caso do adultério e homicídio. O interessante a observar aqui é que as mulheres dos três primeiros casos, ainda que tivessem alguma coisa contra elas no sentido moral ou religioso, se prontificaram a se sacrificar em prol de uma necessidade que estava em sintonia com a vontade de Deus. No caso de Bateseba o sacrifício, ainda que inconsciente, foi de Urias. Deus honra qualquer ato de justiça que alguém pratique em sua casa, uma vez que esteja em sintonia com sua vontade e desígnios. No caso da genealogia de Jesus, Urias ainda que não tenha dado semente genealógica, praticou ato de justiça pela fé ao não se deixar usar para dissimular o pecado de seu rei, ainda que talvez o não soubesse. Deus não o esqueceu nem ao seu ato corajoso, o qual sob a pena nas mãos de Mateus encontrou finalmente a exaltação dada por Deus, o qual o colocou na genealogia de Jesus mesmo sem semente. Só Deus pode fazer essas coisas.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

DEUS SE ARREPENDE?


DEUS SE ARREPENDE? - Nm 23:19/I Sm

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
23:55

1 Samuel 15.11, 29
Números 23.19

É importante considerar que o arrependimento deve ser avaliado segundo a presciência  ou a ausência dela.
A ausência da capacidade em conhecer no futuro o resultado de nossas escolhas e ações,  nos levam, ao nos depararmos com o fruto de nossos atos, à uma inevitável mudança de mente após concluirmos que o caminho escolhido não trouxe os resultados esperados. Contudo, se tivéssemos  a capacidade de conhecer o futuro, faríamos as escolhas necessárias mesmo sabendo que os caminhos escolhidos nos trariam  algum tipo de dissabor que gostaríamos de evitar ainda que sob plena consciência  da inevitabilidade.  Neste caso o arrependimento não seria a mudança de mente,  mas sim o pesar, ou seja, uma certa tristeza pelo ocorrer do inevitável. É nesse sentido que Deus se arrepende, segundo o que está relatado no texto bíblico. Ele não muda de mente, mas tendo feito exatamente as escolhas de deveriam ser feitas, lamenta o lado "sombrio" dos processos resultantes(Saul por exemplo).  Afinal, "O SENHOR fez todas as coisas para atender aos seus próprios desígnios, até o ímpio para o dia do mal."  (Provérbios 16 : 4)

O antropomorfismo e a antropopatia não são os melhores caminhos para a busca do conhecimento do divino.  Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. (I Cor 2:14)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Ano novo vida velha?

Não penso que qualquer coisa nova possa acontecer segundo minhas expectativas na transposição de uma ano para outro. Não são as mudanças no calendário que trazem resultados, são as mudanças nos conceitos e paradigmas que temos dentro em nós. E estas mudanças nós precisamos começar agora mesmo. Não é difícil encontrar pessoas que acreditam que tudo vai mudar em torno delas à partir da passagem de um ano para outro. Tais pessoas atribuem à uma mudança no calendário um poder sobrenatural que parece resolver tudo, contudo, a grande verdade é que anos e anos podem passar e nada acontecer se não entendermos que o que realmente deve mudar é aquilo em que cremos, se o que cremos tem nos mantido presos a realidades que não atendem às nossas melhores expectativas. A mudança que eu e você necessitamos está em nós mesmos, aqui e agora!!!! basta disposição em nos aplicarmos a elas e insistirmos valentemente em sermos libertos de sistemas e espiritualismos que nada tem a ver com a espiritualidade proposta pela bíblia sagrada e a sabedoria divina que ela proporciona a quem dela se alimenta. Sabedoria não para ser melhor que quem quer que seja, mas sermos o melhor de nós para nós mesmos e, para Deus acima de tudo. E que  por nós e pelo que acontece em torno de do que somos e que venhamos a ter, Deus seja sempre glorificado.

sábado, 27 de outubro de 2012

ESCOLHAS

A vida que vivemos é resultado das escolhas que incessantemente fazemos, não é possível qualquer tipo de ação sem se efetuar algum tipo de escolha, e para tornar as coisas ainda mais interessantes, as vezes, somos abordados por dilemas éticos, ou seja, situações que surgem que exigem de nós uma postura que não seja a indiferença. A questão é que todas as vezes que nos encontrarmos em meio a tais dilemas, não haverá como tomar uma decisão sem que que não haja consequências. Nossas escolhas do dia a dia visam justamente o evitar conflitos, mas quando surge um dilema ético, nosso coração inevitavelmente se aperta porque ainda que busquemos uma solução, uma saída para alguma situação, não teremos como evitar  tais conflitos que se certamente se manifestarão. Todo ser humano será provado neste quesito não poucas vezes durante sua vida. Não há como evitar, não há como fugir, não há como se omitir, uma escolha terá que ser feita. Por conta disso o melhor caminho continua sendo a oração e dependência de Deus, porque ele nos guiará no caminho de sua vontade, e sendo assim, ainda que haja o ônus, no devido tempo Deus  o transformará em Bônus.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A Igreja e sua relação com o atual

A bíblia, nos livros do novo testamento, empresta da língua grega a palavra Ekklesia(ekkhsia)para se referir ao corpo místico de Cristo, a Igreja. Tal palavra segundo o dicionarista VINE é formada de ek (para fora de) e klesis (chamado), sendo o referido verbete usado na antiguidade para descrever um corpo de cidadãos “reunidos” com a finalidade de discutir os assuntos do estado. De forma muito inteligente os escritores no novo testamento fizeram uso de tal recurso literário para se referir ao ajuntamento daqueles que foram chamados para fora de uma ordem estabelecida, para fazer parte de um grupo seleto, com uma missão especial e específica. A Igreja idealizada por Jesus Cristo, não ficaria à margem da sociedade, ao mesmo tempo em que não se misturaria com seus costumes e ideologias, ao invés disso, segundo as palavras do mestre dos mestres, sendo luz do mundo e sal da terra, a igreja projetada no coração de Deus seria formadora de caráter, um organismo vivo, agente modificador de sistemas, que influenciaria de forma positiva, e sempre construtiva, a cultura espiritual e ainda  secular de todo e qualquer ser humano a quem alcançasse. Contudo, o modo de operação da Igreja, definido por seu próprio fundador, resume-se no seguinte: Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura (Mc 16:15). Os dois verbos contidos nessa frase definem de forma clara o que Jesus objetivava através da igreja, o “Ide” apresenta a ordem para avançar sempre em direção as pessoas, e o “pregai” vai mais além do que o ministrar de conteúdo teológico com discursos regidos pela hermenêutica ou homilética. Para Jesus, Ir representava o poder da iniciativa, e o pregar seria então, nada mais nada menos, que o relacionamento pessoal que esclarecesse no coração e na mente das pessoas, a profundidade das verdades acerca de um Deus todo poderoso, cuja essência é o amor. Amor este que resgata, constrói, transforma, dignifica, e melhora a condição humana. São Francisco de Assis pronunciou uma célebre frase que se resume no seguinte: “Pregue em todo tempo. Se necessário use as palavras”. Este pensamento deixa totalmente esclarecido o verdadeiro conceito da real pregação, missão da igreja. O testemunho, a prática dos valores divinos revelados nas linhas do texto bíblico, o exercício da fé que gera obras, o amor incondicional, a compaixão, a entrega de si mesmo em favor de outros, essa é a pregação sob a qual a Igreja precisa “ir”. Mas como está a Igreja se comportando nos dias de hoje, como a atualidade tem influenciado nossa conduta no cumprimento desse papel? Para responder a isso, é importante que se avalie como as coisas funcionam em nossos dias. O excesso de tecnologia e o aumento exacerbado de informações, a que somos submetidos dia a dia, tem nos tornado, a todos nós, cada vez mais fracos no que tange a relacionamentos. Por conta das máquinas e dos infinitos softwares com que vivemos e nos movemos, somos condicionados a esperar e praticar resultados imediatos, conseqüência de simples toques em teclas de um computador qualquer. Por conta disso, investir tempo em relacionamentos se torna extremamente inconveniente porque significa gastar tempo, tempo este de que não dispomos por causa da velocidade das máquinas, máquinas estas que regem nossas contas, nosso trabalho, horários, etc etc. A funcionalidade está em que nossos relacionamentos sejam virtuais, sem a medida da real emoção, sem olhos nos olhos, sem abraços ou aperto de mãos, que seja apenas toques em teclas de computador.  E é interessante que, justamente este mundo distanciado de si mesmo, é o que mais precisa da presença influente e relacional da igreja de Cristo. Estamos cercados de pessoas agitadas e hiper aceleradas que estão paulatinamente deixando de ser pensadores para ser apenas um depósito de dados e mais dados, que vão se acumulando e sufocando a alma e a psique humana. Nunca antes o ide e pregai foi tão necessário ser praticado, porque as pessoas já não tem tempo para pensar, sentir, admirar, se relacionar, amar, perdoar, compreender e assim por diante. Não nos medimos mais pelo toque da alma, nos medimos quase que todo o tempo por bytes, mega, giga e terabytes. A Igreja de Jesus ainda é mantida aqui na terra para, não somente conduzir o homem ao conhecimento de Deus e de seu plano salvador, mas também para devolver o ser humano a sua própria humanidade. Não somos máquinas, somos homens, cheios de vida, poesia e da beleza da semelhança divina, e se não fosse a presença da igreja cheia do Espirito Santo, já há muito teríamos nos destruído por completo. Se cumprirmos bem nosso papel com bons despenseiros da graça de Deus, não somente seremos instrumentos para conduzir o homem à salvação eterna oferecida por Jesus Cristo na cruz do calvário, bem como seremos fatores de influencia positiva para melhores políticos, melhores líderes, melhores profissionais e pais de família, enfim melhores humanos.