Saudação

Olá!!!! Graça e Paz no Senhor Jesus Cristo! Sejam bem vindos!!!!

quinta-feira, 31 de março de 2016

PRATICANTES DA JUSTIÇA



A IMPORTANCIA DA JUSTIÇA NO REINO DE DEUS – Voltamos aqui ao vocábulo Dikaiosune que no grego traz a idéia entre outras conotações de “dar a cada um o que lhe é devido”. Normalmente quando perguntamos às pessoas o que significa para elas a expressão “praticar justiça”, é muito comum ouvirmos respostas do tipo: “praticar justiça é punir o pecador, castigar a quem cometeu algum tipo de erro moral, fazer com que aqueles que estão à margem das leis paguem com juros por seus delitos, e assim por diante. Mas como já foi dito em um dos capítulos anteriores, praticar justiça é “dar a cada um o que lhe pertence por direito”, é isso o que significa a palavra grega “dikaiosune”. Praticar a justiça não é somente dar um resposta a quem erra em alguma área ou contra alguma lei, mas garantir que todos tenham seus direitos atendidos de forma plena. É interessante observar como isso não se vive dentro de nossos templos em meio ao nosso povo, uma vez que muitas vezes nos recusamos a sorrir para alguém ou apertar a mão de outro alguém, simplesmente por que nos ofendemos com alguma coisa que na maioria das vezes nem mesmo tem justificativa. É direito das pessoas ter sua atenção, seu sorriso, seu aperto de mão, seu respeito, sua consideração; é direito concedido pelo próprio criador que nossa individualidade seja respeitada, nossas necessidades atendidas e nossos desejos correspondidos segundo a ética e moral espiritual entre tantas outras questões. Deixamos de praticar a justiça bíblica quando nos recusamos a aceitar as razões dos outros com quem nos relacionamos, colocando nossas razões acima de tudo e de todos. Falhamos quando não perdoamos, porque é direito divino concedido a nos todos o sermos perdoados por nossas falhas e faltas. Falhamos ao guardar ressentimentos, porque se somos feridos, também ferimos, e na maioria das vezes esquecemos dos males que fazemos aos nossos semelhantes pois temos a incrível facilidade de considerar apenas os males que alguém nos impetra. Somos egoístas, intransigentes, irreconciliáveis, desprezamos as pessoas e queremos ser amados por estas mesmas pessoas. E é incrível como somos capazes de ministrar mensagens e pensamentos maravilhosos no que tange à teologia e ao relacionamento com Deus, mas na sequência deixamos de viver exatamente tudo o que nossos lábios proferem. O que aprendo com todos esses pensamentos fundamentados na palavra de Deus, é que a vida espiritual é algo que não se pode viver sem inteligência. A espiritualidade é racional, é inteligente,  e amar a justiça só é possível de fato a quem com inteligência consegue enxergar claramente a vontade de Deus revelada em sua palavra. Mas vamos adiante neste assunto considerando os seguintes tipos básicos de justiça que a bíblia menciona: A justiça da lei, a justiça natural ou humana e a justiça que vem pela fé segundo Deus.  Falando sobre a justiça,  veremos  que a justiça natural é fundamentada na psique, na razão e pensamento naturais de homens naturais, sobre nossas próprias concepções filosóficas sobre o que seja o certo e o errado, e por conta disso ainda que tenhamos altos princípios morais no exercício da justiça, podemos não alcançar o coração de Deus por não fundamentar nossos atos na fé, e somente pela fé é que teremos a justiça de Cristo imputada aos nossos próprios atos. Na justiça da lei, o que deveria prevalecer era justamente a obediência pela fé, mas a fé foi pouco a pouco sendo substituída pelo pensamento humano, tanto que por conta justamente desse elemento nos temos hoje a tradição oral dos judeus, e Jesus se referindo a tal tradição disse que seus mestres coavam um mosquito mas engoliam um camelo e assim por diante. E isso nos remete ao texto de Isaias que citamos a seguir.  Trapos de imundície? O profeta Isaias no capitulo 64: 6 de seu livro diz as seguintes palavras: “mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo de imundícia”, duas coisas importantes temos que considerar aqui: primeira – a expressão trapo de imundície remete a duas situações peculiares para os antigos, o ciclo menstrual da mulher e a condição dos leprosos. Observe o seguinte: no período menstrual, as mulheres usavam panos velhos e sem uso prático para garantir a higiene pessoal e a discrição durante esse período, e parece ser justamente a isso que Isaias se refere no texto em questão quando ele usa a junção das palavras béged Iéd, as quais se fossemos traduzir de forma mais direta e menos poética ficaria: “vestes da menstruação”. Uma vez que a lei determinava que a mulher nesse período ficava “imunda”, ou seja inapta ritualmente, sem condições para participar do culto, temos que considerar que suas vestes manchadas de seu sangue seriam totalmente inutilizáveis e “contamináveis liturgicamente”. Outro detalhe era um pedaço de pano que os leprosos usavam sob as narinas e acima dos lábios, também com o objetivo de absorver a secreção que constantemente era eliminada pelas narinas nos estágios avançados da lepra. Contudo, o que temos que levar em conta na palavra do profeta não é que todos nossos atos de justiça devem ser considerados assim, mas que os atos de Israel naqueles dias deviam sim ser comparados dessa maneira porque, ainda que o povo apresentasse seus sacrifícios, e de forma aparente cuidavam de cumprir a lei, não havia fé e verdade em nenhum dos seus atos. E assim como béged Ied poderia disfarçar as situações mas não resolve-las, da mesma forma seus atos de justiça não serviam para nada diante de Deus, pois não eram praticados com a verdade da fé, tinham a aparência de piedade mas negavam a sua eficácia. Tenho que registrar neste contexto as palavras do Senhor no texto de Amós no capitulo 5:23 “Afasta de mim o estrépito de teus cântico, porque não ouvirei as melodias das tuas liras”. Citemos ainda o texto de Hebreus 4:2 “mas a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram”.  A fé é o ingrediente que deve mover todos os nossos atos de justiça, a fé é a elemento da mistura que faz com que as coisas funcionem. A fé nos leva a pensar os pensamentos de Deus, a agir segundo o coração de Deus, a ir além do que é comum e natural e justamente por isso que atos de justiça segundo a fé geram tantas surpresas, a exemplo da palavra de Jesus para o ladrão crucificado ao seu lado. “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso!!!” A justiça que vem pela fé. Quando não nos pautamos na fé, não nos sintonizamos com a justiça de Deus, e quando isso acontece, procuramos estabelecer nossa própria justiça, ou seja, aquilo que nós consideramos o certo ou o errado e, por conseguinte não nos sujeitamos ao conceito divino do que é realmente justiça. E isso que nos mostra Romanos 10:3 de forma absolutamente clara! Quando a Igreja do Senhor Jesus se apropriar destas verdades reveladas nas páginas da bíblia sagrada e as colocar em prática diária, viveremos não só um avivamento poderoso mas um agigantamento do reino de Deus na terra através de nós mesmos como instrumentos da justiça segunda a fé. Não se esqueça, a fé nos leva além do que é comum e natural, portanto, perdoe mais, ame mais, compreenda mais, se humilhe mais, abrace, sorria, compartilhe, evangelize, participe, submeta-se, (aliás submissão as autoridades espirituais constituídas sobre nós também é ato de justiça pela fé), e desta forma Deus será glorificado e você e eu estaremos frutificando com frutos eternos.

quarta-feira, 30 de março de 2016

HUMILHAR-SE É COISA PARA INTELIGENTES

   Suportar a humilhação - Mateus 5: 39 a 42 -  A palavra “humilhar” no grego tapeino significa “abaixar”, quando alguém se humilha está se abaixando, poderíamos conjecturar uma série de verdades aqui, mas prefiro enfocar apenas um ponto, quando nos abaixamos nos nivelamos na altura da dependência de Deus, ao contrário de quando nos exaltamos, por que quando isso fazemos, nos nivelamos nas pessoas, no raciocínio humano, na força e na glória humanas e ai não servimos para os propósitos de Deus. Abaixar-se significa se colocar sob a possibilidade de ser sobrepujado, carregado com cargas ( como os animais se curvavam para receber cargas), açoitados, desprezados e assim por diante, mas para sermos promotores da paz precisamos aprender a humilhação. Ao olharmos para o texto de Mateus, vemos três orientações dadas por Jesus: 1ª oferecer a outra face, 2ª largar também a capa, 3ª caminhar uma milha a mais. Em todas estas orientações somente o humilde, prevalece, mas observe que em todas as situações o resultado é a construção da paz. Mas vamos ponto a ponto! A humilhação é atitude inteligente para pessoas inteligentes! Observe que Jesus disse se alguém lhe bater na face direita! Preste atenção em algo importante; considerando que a maioria esmagadora das pessoas são destras, temos que notar que para que um destro atinja a face direita de alguém, isso só será possível de duas formas: Primeira, atingir a pessoa por traz com a palma direita, ou estando de frente, atingir a pessoa com as costas da mão direita. E é justamente aqui que as coisas ficam interessantes porque atingir o rosto de alguém com as costas da mão direita era uma atitude que significava total desprezo pela pessoa ferida, isso denotava uma diferença social entre o agressor e o agredido, uma vez que somente escravos eram castigados assim. Somente os filhos é que seriam castigados tendo a palma da mão direita do pai ou mãe tocando seu rosto. Jesus ensina aqui que quando alguém nos humilha, oferecendo a outra face, a pessoa tem que usar a palma da mão e nãos as costas, nos elevando ao status de filho. O humilhar-se deve ser feito com propósito fundamentado na fé.  Em segundo. Se alguém quiser pleitear contigo, a nova versão internacional (NVI) diz: se alguém quiser processá-lo e tirar sua túnica, larga-lhe também a capa. Ora é claro que em processos jurídicos por conta de dividas acumuladas as pessoas poderiam ter tudo tirado deles, até os filhos e por fim a própria liberdade, contudo, quando Jesus fala de tirar a túnica estava fazendo menção ao fundo do poço absoluto onde só o que nos resta é a vestimenta, a qual que não se tirava de uma pessoa a não ser como despojo de guerra, mas para isso a pessoa normalmente ou estaria morta ou reduzida à condição de escravo. A capa por sua vez entre os judeus era uma peça absolutamente especial em sua indumentária, porque funcionava como uma identidade do proprietário, era algo que o identificava e posicionava dentro de um contexto social. Por esta mesma razão Acã não vigiou e desobedeceu a ordem de Deus na destruição de Jericó, pois ao ver uma “boa capa babilônica”, não conseguiu abrir mão da “possibilidade” de ser mais bem visto em meio a seu povo. Mas possibilidades sem obediência geram tragédias. Além disso a capa tinha valor utilitário pois era usada como cobertura durante a noite e proteção contra o frio. O texto de levítico 22 vs 26 e 27 diz o seguinte: Se tomares em penhor a roupa do teu próximo, lho restituirás até o por do sol, porque aquela é a sua cobertura e o vestido da sua pele; em que se deitaria? Será pois que quando clamar a mim, eu a ouvirei, porque sou misericordioso. Jesus estava nos ensinando o caminho da vitória através da humilhação da seguinte maneira, se humilhe deixe que levem também sua capa, mas quando você clamar a Deus e ele ver durante a noite sua túnica e sua capa nas mãos do opressor, ele vai responder a você porque é misericordioso.... Mas imagine qual será a resposta de Deus para quem retém aquilo que não lhe pertence, que retém aquilo que pela  própria determinação de Deus tem que ser devolvido antes do por do sol? Em terceiro,  se alguém lhe obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas. Era comum nos tempos de Jesus, os soldados romanos ao irem de um lugar a outro, obrigar transeuntes próximos a carregarem sua bagagem por mil passos (1,5 Km), e é claro que um povo subjugado pelo poder dos romanos não o faria com nenhuma alegria, mas Jesus abordando esta questão convida seus discípulos a surpreenderem seus algozes e transformar uma situação através da humildade. Vai com ele duas, ou seja mais mil passos. Contudo, a surpresa geraria no soldado romano uma quebra de suas emoções e aquele que na primeira milha lhe fora apenas um serviçal, na segunda milha lhe seria um amigo. Na primeira milha alguém com uma obrigação, mas na segunda milha por causa da humilhação, o humilhado seria a obrigação do soldado, ou seja, o soldado já o veria não como alguém a cumprir sua vontade, mas alguém que mereceria sua proteção. A humilhação aparentemente nos rebaixa, mas na verdade estando debaixo das potentes mãos de Deus ao nos abaixarmos pela humilhação, ficamos na posição exata para que o Senhor nos coloque sobre suas mãos e nos eleve a alturas inimagináveis. E todas as vezes que assim procedemos produzimos paz ao nosso redor e entre os que se relacionam conosco.

terça-feira, 22 de março de 2016

Vale a pena continuar caminhando

A dor tem sido tão intensa que as vezes doe até no respirar! Ah sim claro!!! Tudo o que o homem semear certamente ele colherá! Contudo, o que muitos esquecem é que além do que semeamos a terra sempre produz o que a bíblia chama de "novidade". E justamente as novidades que nossa terra tem produzido é que nos tem causado um árduo desconforto. Desamor, desrespeito,  desprezo, desconsiderações e humilhações diversas, zombarias, pessoas que se prestam a falar coisas no intuito de nos desconstruir diante das pessoas que nos são caras e daquelas que amamos. Entretanto, tenho aprendido com a palavra bíblica que o caminho que temos que caminhar até chegar a ser alvo da intima compaixão de um Mestre amoroso, não é um caminho fácil, não existem regalias, todo o trajeto tem que ser vivido metro a metro, e nossos pés sempre tocando o chão. Os passos precisam ser constantes, ininterruptos, sempre em direção a um alvo específico. A questão é que durante a caminhada os pés se machucam, sobrevém as dores, vem a fome, que aqui traduzo pela carência do afeto humano, o cansaço que nos instiga a desistir, mas as experiências que nos trarão o saciar da alma só acontecerão quando chegarmos onde Deus deseja que cheguemos. O sofrimento é em demasiado doloroso, mas não adianta voltar, não adiante mudar, não adianta improvisar ou buscar meios para sentir alivio, pois ainda que isso aconteça não perdura e o resultado pode ser ainda mais e mais funesto, e quase sempre é assim que é! Durante o percurso tudo o que nos resta é caminhar e caminhar, suportar a dor, suportar a cruz, vencer paulatinamente todos os obstáculos, sobrepujar as pedras e espinhos espalhados pela trajetória. No mundo tereis aflições!!! Jesus disse isso. e é uma grande verdade. Mas me apego na esperança de que todas as coisas contribuem para o bem dos que amam a Deus. Não sei o que esse caminho nos reserva mais a frente, e confesso que as expectativas não são boas, mas não me atenho a expectativas, me atenho a Fé e por ela eu sei que tudo o que temos vivido, nada mais é do que a própria mão de Deus criando o ambiente perfeito para o milagre que haveremos de vivenciar. Em nome de Jesus alcançaremos o objetivo e acertaremos o alvo. Lá nos sentaremos à relva, desfrutaremos da comunhão, e receberemos das mãos do nosso Senhor, o alimento que nos trará o saciar da alma. Nosso caminho de ida pode ser doloroso, mas para o trajeto de volta estaremos abastecidos com as reservas de Deus, e com a experiência vivida do agir do Criador. Voltaremos curados e saciados porque só o Senhor é Deus!!! O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.