Saudação

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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O que é realmente ser adorador? O que é adoração?



Jesus ao conversar com a mulher samaritana usa alguns termos surpreendentes ao falar sobre adoração nos versículos 23 e 24 do capítulo 4 do livro de João. O Primeiro deles é “verdadeiros”  do grego “alethinos” – aquele que participa da essência do mesmo(do louvor), corresponde ao significado da idéia transmitida. Seria o caso de se considerar a existência de falsos adoradores? Se considerarmos a etimologia da palavra, com certeza, teremos adoradores equivocados, isto porque para ser alethino eu preciso conhecer aquilo ou aquele a quem adoro e participar da essência do mesmo, isso se torna impossível quando não conhecemos a Deus, e a pergunta é: será que realmente o conhecemos? Ele não está limitado pelos nossos paradigmas, ele é infinito, não está atrelado ao nosso senso de justiça porque ele é a fonte de toda justiça; a verdade é que muitas vezes estamos adorando a um “deus” que não existe a não ser unicamente em nossas próprias concepções. O sentido disso se torna mais claro um pouco mais adiante quando Jesus diz que: “os verdadeiros adoradores (proskunetes) adorarão em espírito (pneuma) e em verdade (aletheia). Vamos continuar este pensamento abordando em primeiro plano a palavra “aletheia”, que significa verdade, mas não qualquer verdade ou ainda “nossa” verdade, mas a verdade de Deus, fonte única e absoluta da verdade plena. O verdadeiro adorador tem que estar comprometido com a verdade de Deus, foi isso que Jesus disse em João 8:32 “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". A próxima palavra é proskunetes, adoradores, que vem da palavra grega proskuneo que significa literalmente “para beijar” pros=para e kuneo=beijar (não o beijo sensual mas o que demonstra admiração, respeito, e amor de filho para pai ou de discípulo ao mestre).  Aqui começamos a compreender a verdadeira natureza da adoração que é como o filho que repousa nos braços do pai e que beija o seu rosto como sinal de respeito amor e admiração. Por isso que sem conhecimento real de Deus não existe verdadeira adoração pois reverenciamos a um deus presente apenas em nossas concepções equivocadas, e um deus assim não responderá orações, não efetuará nada do que necessitamos como filhos, e ainda que o verdadeiro Deus faça algo não seremos capazes de reconhecê-lo, porque estaremos olhando para o lado errado. O escritor de provérbios recebeu esse discernimento ao escrever: “reconhece-o em todos os seus caminhos e ele endireitará as suas veredas". Jesus ao proferir estas palavras estava revelando àquela mulher algo que a deixaria livre para crer e adorar; não eram os lugares e os templos, mas sim o que se conhece acerca de Deus que nos habilita para adorá-lo em verdade. Consideremos também a expressão em “espírito” – pneuma: vento cognato de pneõ = respirar, soprar. Observemos que o livro de Genesis diz que Deus soprou o fôlego de vida nas narinas do homem e ele se fez alma vivente. Jesus ao falar sobre a adoração começar com pneuma, estava dizendo que no ato de se “beijar a face de Deus”, necessário se faz retirar da sua própria essência presente em nós para devolver em forma de carinho. Não é o intelecto, inteligência ou qualquer outro recurso humano que nos fará aptos para atendermos à procura de Deus por adoradores verdadeiros, mas sim a capacidade de entrega, de tirar de dentro de si parte de si mesmo para devolvê-la a Deus como adoração. Isso só acontece quando conseguimos superar a nós mesmos, realizando a entrega perfeita. Deus não está buscando adoradores perfeitos porque enquanto aqui estivermos seremos sempre incompletos por causa da natureza contaminada pelo pecado, mas ele busca em nós a entrega perfeita. Romanos 12:2 Paulo explica esse conceito dizendo que apresentemos nossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus que é o nosso culto com inteligência. Adorar a Deus está muito além de simplesmente dizer palavras elogiosas como as que comumente dizemos, mas sim conhecendo-o como pai e amando-o completamente queiramos beijar-lhe as mãos ou a face, pois nos identificamos com sua essência e somos libertos e sustentados por sua verdade.  

Não soa esquisita a verdade bíblica de que Deus procura adoradores? Alguém poderia dizer: Ele é Deus e esta ai para ser adorado !!! Contudo, se pensamos nisso de forma simples e "natural" temos uma sensação um tanto desconfortável porque afinal: fomos criados para viver elogiando a um Deus que nem mesmo vemos e só podemos conceber pelo poder da fé...Na verdade Deus nos criou para sermos adoradores sim! porque ele é Deus!! mas também porque a adoração por fé é a força que move a força de Deus. No embate constante que acontece no mundo espiritual Deus tendo todo o poder  age quando recebe adoração, não porque seja voltado para si mesmo como nós o somos por causa do pecado,  mas porque isso é como o abrir da porta para que ele entre, é a linguagem estabelecida por Deus para nos comunicarmos com ele em momento de grandes alegrias mas também de grandes desafios, ou seja, linguagem para relacionamento entre pai e filho