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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Estudo Bíblico sobre Autoridade Espiritual. (parte 1)

A.E   - escrito  Pr. Marcos G. Pires em NOVEMBRO DE 2011

INTRODUÇÃO Há alguns princípios que regem a nossa existência. Principium: de primo (primeiro) et capere (pegar, tomar). O princeps é aquilo que toma o primeiro lugar, a primeira parte, o primeiro posto; é o príncipe, o chefe, o “cabeça”, o soldado da linha de frente. O princípio, assim, é um início, um começo, um fundamento para a construção de um edifício, o ponto de partida, que por força da determinação divina é absolutamente imutável(Mt 24:35 – João 1: 1 a 3). Dentre estes princípios poderíamos citar como exemplo, o principio da sexualidade: “macho e fêmea os criou” (Genesis 1:27); o principio da organização e funcionalidade, tudo tem seu lugar e seu propósito dentro do plano de Deus(Genesis 1: 6 a 9 Gen 2:19), e neste ínterim a bíblia ainda acrescenta: I Cor. 12:28 – “E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas”. Depois disto podemos considerar também o principio da frutificação (Genesis 1:20, 21 e 22). Considerando o texto de Isaias 45:18 “Ele a confirmou, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada”, temos que considerar que o Senhor para cada item da criação previa um sistema de frutificação e multiplicação para que a terra fosse habitada conforme sua vontade. Na ótica divina, o ser ou estar infrutífero, é algo que não se coaduna com seus propósitos eternos. Como exemplo vemos a passagem registrada no evangelho de Mateus 21:19, a figueira que só tinha folhas recebeu uma palavra absolutamente reprobatória que a colocou em uma posição de total inutilidade (Pv. 29:1). Neste ínterim devemos ainda citar a lei dos primeiros frutos, a qual nos indica que Deus determina que naquilo que oferecemos a ele, devemos oferecer das primícias, ou seja, dos primeiros frutos. Aqui esta a causa para que o sacrifício de Caim não fosse aceito, observe que Caim tomou a iniciativa de ofertar e trouxe ao Senhor daquilo que era coerente com seu trabalho e sua vida, ele ofereceu coisas boas, mas não ofereceu das primícias, ao passo que seu irmão Abel, diz a bíblia, ainda que ofertando depois de seu irmão, apresentou dos primeiros frutos de seu rebanho, exaltando desta maneira a soberania divina sobre sua própria vida. Há ainda outros pontos que poderíamos abordar aqui, contudo, não é o propósito desta apostila. Vamos então ao ponto principal. Um dos mais claros princípios apresentados dentro do relato bíblico, e que na verdade rege todos os demais, é o principio da autoridade divina. Watchman Nee diz o seguinte: “Deus age a partir do seu trono, e o seu trono está estabelecido sobre a sua autoridade. Todas as coisas são criadas pela autoridade de Deus e todas as leis físicas do universo são mantidas através de sua autoridade!”. Por isso a Bíblia diz que Deus está "sustentando todas as cousas pela palavra do seu poder", o que significa que todas as coisas são mantidas pela palavra do poder de sua autoridade (Hb 1:3)”. Consideremos aqui um ponto de extrema importância, há vários principios com especificidades diferentes, mas para qualquer um deles a atitude esperada por Deus com relação a nós é sempre a mesma: Obediencia [Do lat. obedientia, oboedientia. – submeter-se a vontade de]. Para cada manifestação de Deus durante os dias da criação, a reação foi a obediência. A luz, o surgimento da porção seca, a divisão das águas, os luzeiros para o dia e para a noite, animais marinhos ou terrestres, tudo e todos são resultados da reação obediente do nada ou da matéria já formada, para com a autoridade divina revelada através de sua palavra. Aqui podemos então concluir que há vários princípios que regem nossa existência e todos operam sob a autoridade de Deus. Mas há apenas um através do qual poderemos oferecer resposta satisfatória à vontade de Deus: Obediência pela fé!!! (Hb 11:6). Leia ainda Romanos 6:16. Observe que no capitulo 1 do livro do Genesis, em nosso bom português, existem três palavras que apresentam Deus exercendo plena autoridade em todos os momentos da criação. São elas: Haja, produza e façamos. E não podemos nos esquecer que nos originais hebraicos as palavras são quatro: 1) Bãrã = criar do nada(vs 1, 21 e 27), 2) Ãsãh = fazer (matéria pré-existente), 3) Yãsãh = formar (idem), 4)Kun = estabelecer.

1 – SANTIDADE E AUTORIDADE DE DEUS.
O capitulo 1 de Genesis ainda nos mostra que para cada item da criação Deus estabeleceu uma posição e função, e que excetuando a obra do sexto dia, tudo que foi criado permaneceu dentro do propósito divino, e assim tem sido durante os séculos. Por incrível que possa parecer, apenas dois seres dentre toda a criação foram incapazes de obedecer a Deus irrepreensivelmente. O homem, a principal das obras de Deus, sua obra prima, sua imagem e semelhança, que por conta disso trouxe o pecado sobre a raça humana e com ele a morte, e o seu antecessor que fora criado na eternidade, o Querubim ungido, o qual preferira contestar a autoridade de Deus, usurpando ser como Deus, atitude que lhe rendeu uma triste transformação, o antigo “Portador de Luz”, agora por conta de sua rebelião foi transformado em “o adversário, o caluniador, a antiga serpente e por ai vai. No que diz respeito a nós, corremos um sério perigo em não considerar este assunto e suas implicações, pois quando não atentamos para a autoridade espiritual que está sobre nós, podemos facilmente tocar na arca, quando na verdade, devemos carregá-la sobre os ombros conforme a ordenança bíblica (IISm 6:3 e Num 4: 2 e 15). Observe que há muitas formas de se ofender a Deus, mas todas podem ser classificadas de duas maneiras:
A) – Ofender a santidade de Deus; Davi fez isso quando adulterou com Beteseba, e depois para encobrir seu pecado tentou articular maquiavelicamente a aproximação marital da mulher com seu esposo (para assim dissimular a gravidez e ocultar o adultério) que estava no campo de batalha, porém, ao ter seus planos frustrados, empreendeu um plano de morte que levaria o fiel Urias a tombar diante do inimigo (IISm11). Apesar disso, ainda que Davi tivesse que chorar a morte de seu recém nascido, foi perdoado pelo Senhor e continuou sua vida e ministério.
B) – Ofender a autoridade de Deus.  Saul, antecessor de Davi, recebera uma ordem divina para destruir a Amaleque, completamente, e a isto ele respondeu tomando suas próprias decisões, fazendo suas próprias escolhas e terminou por desagradar a Deus, pecando contra sua autoridade e o resultado foi que Deus o rejeitou (I Sm 15: 22 e 23). Observe que pecar contra a santidade de Deus é questão de conduta, por outro lado, ferir a autoridade de Deus é questionar, contradizer e até mesmo se opor a vontade dele,  e isto é questão de caráter, e aquilo que é resultado do caráter não acontece esporadicamente, está totalmente atrelado à nossa natureza, podendo se manifestar a qualquer momento em qualquer lugar.

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