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sábado, 29 de setembro de 2012

Autoridade Espiritual. Parte 6


6) – CARACTERISTICAS DO QUE RESISTE A AUTORIDADE. (Numeros 16)   (Gr.antitassõ – colocar-se contra).
Lendo o relato bíblico no capitulo dezesseis de Números, podemos tirar importantes lições para identificarmos os princípios da resistência contra a autoridade espiritual nos outros ou em nós mesmos. Observe com muita atenção o que o texto acima citado nos revela.
1 – Demonstram zelo e preocupação com as necessidades da igreja, além de possuírem discurso rebuscado e aparentemente fundamentado(Nm 16: 3) . Quando Coré, Datã e Abirão se manifestam contra a liderança de Moisés e Arão, eles não chegaram com um discurso violento ou atitudes violentas, mas chegaram “valorizando” a congregação, elogiando o povo, inflamando o ego dos símplices, dizendo que Deus estava no meio deles. E a partir desse ponto lançam a pergunta: “por que vos elevais sobre a congregação do Senhor?” Vemos aqui a estratégia maligna de conquistar as pessoas colocando em suas mentes uma interpretação equivocada ou incompleta dos propósitos de Deus, fazendo assim com que o ego humano se manifeste contra a autoridade espiritual. Caso semelhante se verifica em II Samuel 15: 1 a 6, onde o texto bíblico termina o relato dizendo que: “dessa forma Absalão furtava o coração dos homens de Israel”. Que nosso povo em nossos dias aprenda a vigiar contra os que furtam o coração mostrando aparente preocupação com nossas necessidades e carências, e apresentando soluções que não podem levar a cabo porque não foram dotados de autoridade espiritual sobre nós. Concluindo o pensamento sobre o caso Coré, consideremos que: É bem verdade que Deus tendo escolhido Israel para seu povo o santificara através desse ato. Entretanto, ainda que santos para Deus, não seriam exclusos dos princípios imutáveis de Deus e sendo assim, o que eles eram por vontade de Deus não os eximia de estar sob a autoridade constituída por Deus.
2 - São “crentes” e tem procedência(Nm 16:1), o que aumenta sua credibilidade e acessibilidade entre o povo. Os homens que estavam se levantando não eram estranhos ou estrangeiros. Coré era descendente de Levi e sendo de linhagem levitica tinha com sua família atribuições no serviço do tabernáculo, o que o tornava influente entre o povo. Datã, Abirão e Om eram filhos de Eliabe  e Pelete que por sua vez foram filhos de Rúbem, nada mais nada menos que o primogênito de Israel. Influencia indiscutível entre todo o povo. Se fizermos o confrontamento do texto bíblico com nossa realidade, veremos que os que causam divisões e contendas entre o povo de Deus, não são os que são vistos pela igreja como problemáticos ou pouco crentes, mas justamente o contrário. São pessoas bem vistas dentro da comunidade, admiradas, respeitadas por suas posições e poder de influencia. Mas o que acontece com estas pessoas, é que não compreendem, e por conta disso não aceitam, que a autoridade espiritual é principio divino e imutável, e que quando rejeitamos isso, tocamos de forma negativa na fonte de toda autoridade, o próprio Deus.
3 – Dão frutos, e justamente por isso se tornam tão carismáticos e “críveis” (Jeremias 12:2). Pessoas infrutíferas não influenciam, não atraem, não comunicam absolutamente nada. Jeremias em suas profecias disse (segundo o texto acima citado) que Deus os tendo plantado eles se arraigaram (Firmar pela raiz; fixar, enraizar ), crescem (veja a ordem divina em Gn1:28), dão também fruto; chegado estás a sua boca, porém longe dos seus rins. Lembram do que falamos acima acerca dos belos discursos? Pois bem Jeremias se incomodou com o fato de haver, entre o seu povo, pessoas que ele classificaria como ímpios, mas que tinham Deus em suas bocas ainda que não o tivessem nos rins. (os antigos acreditavam que o âmago ou centro emocional estava nos rins). Quantas pessoas há entre nosso povo que vivem da mesma forma? O perigo está no fato de as vezes nos deixamos seduzir por belas palavras que nos movem em nossas emoções, mas que sem perceber, também nos movem na contra mão da vontade de Deus nosso pai celestial.
4 – Não se consideram rebeldes, mas se consideram verdadeiras bênçãos para a Igreja por encontrarem apoio, com certa facilidade, em pessoas que também exercem influência (Nm 16:2). Coré e sua trupe quando finalmente saíram das sombras (porque a resistência contra a autoridade espiritual sempre começa nas sombras), não vieram apenas em três, mas acompanhados de duzentos e cinquenta homens dos filhos de Israel, que a bíblia apresenta como príncipes da congregação, homens de posição. Faz-me lembrar da terça parte das estrelas (anjos) envolvidas pelas proposituras do enlouquecido querubim, e ainda do ultimo escatológico levante, que acontecerá após mil anos de paz e total prosperidade sobre a humanidade, momento que a bíblia informa que após ser solto, o adversário sairá a enganar as nações e levantará um grande exército que marchará contra a cidade santa e seu rei. Como um ser humano depois de testemunhar paz, saúde, prosperidade, e tantos outros benefícios sob o governo de um rei imortal, pode aceitar as ofertas de um ex-prisioneiro para tentar destruir a autoridade constituída? Pois é assim mesmo que será, faz parte da natureza humana pender para o erro. Por isso precisamos tanto daquele que é o consolador de verdade, o Espírito Santo de Deus.
5 – Usurpam posições que não lhes competem, se tornam insubmissos (Nm 16: 9 a 12, 13 e 14). A palavra usurpar segundo o dicionário Aurélio traz as seguintes definições: “apossar-se violentamente de, adquirir com fraude, alcançar sem direito, exercer indevidamente”. O texto bíblico citado mostra Moisés reconhecendo o serviço ministerial para o qual Coré com sua linhagem haviam sidos designados, entretanto, a autoridade sacerdotal fora dada à família de Arão e não a todos os levitas. Coré era levita mas não era filho de Arão, e o sacerdócio fora dado a Arão e seu filhos (Exodo 28:1 e 2). É bom termos cuidado quando vier ao nosso coração para dizer coisas como: ele é ungido mas eu também sou, ele foi chamado por Deus mas eu também fui, e coisas desse tipo porque, ainda que seja verdade, não podemos esquecer que além da chamada e da unção existe a questão da autoridade delegada, e quando a autoridade não foi delegada a nós é melhor vigiar e respeitar. Deus é o responsável por aqueles a quem ele delega autoridade. Continuando a analise do texto bíblico em números 16, vemos que após falar as palavras citadas no texto bíblico, Moisés mandou que chamassem a Datã e Abirão, ao que eles responderam: “Não subiremos”. Aqui se manifesta de forma clara e incisiva o principio da rebelião, pois ao responder ao líder que não subiriam para ter com Moisés, eles estavam assumindo publicamente, de forma totalmente explicita, que não reconheciam a autoridade espiritual delegada a Moisés. E neste ínterim eles ainda acrescentam: (vs 13) “porventura é pouco que nos fizeste subir de uma terra que mana leite e mel, para nos matares neste deserto, senão que também queres fazer-te príncipe sobre nós?....porventura arrancarás os olhos a este homens? Não subiremos!” eles não sabiam, ou não queriam entender mas estavam tocando na autoridade de Deus ao desconsiderar a autoridade investida sobre os escolhidos de Deus.
6 – São corajosos e ainda que não obedeçam, encaram os desafios (Nm 16:18 – Pv 14:16). Depois de enfrentar a resposta mal educada dos pupilos de Coré, Moisés se ira e parte para o desafio convocando para o dia seguinte um encontro diante do Senhor. Os opositores não fugiram ao desafio. Não pensemos que quem está na contra mão da vontade de Deus simplesmente ao serem desafiados, entendam que estão errados e se arrependam, pelo contrário, ao serem desafiados se levantarão ainda mais furiosos, mas é justamente aqui que se cumpre o que está escrito em Jó 5:13, Deus apanha os sábios na sua própria astúcia. Pois ao desafiá-los a irem diante do Senhor com seus incensários, Moisés os induziu a errar, terminal e publicamente, porque ainda que todo e qualquer individuo em Israel pudesse e tivesse o seu incensário, apenas os sacerdotes podiam se apresentar diante de Deus com seus incensários (os quais figurariam como um tipo de Cristo). Na Bíblia há vários casos de pessoas que erraram, ao fazer algo que não lhes era atribuído por Deus, e por isso foram duramente punidos a exemplo de: Uzias ao entrar no templo e tentar oferecer incenso (II Cr 26), Nadabe e Abiú ao oferecerem fogo estranho (fogo que não fora tirado do altar do holocausto – Nm 3:4), etc. Mas em todos os casos a lógica é a mesma, todos feriram a autoridade de Deus, questionando ou modificando qualquer de suas ordenanças. Voltando ao assunto deste tópico, o que aprendemos é que pessoas envenenadas pelo antitassõ, não se amedontram e encaram qualquer desafio, mas justamente nesse ponto sua arrogância se torna o laço para sua própria queda(Pv. 16:18).
7 – Tem poder de persuasão(Nm 16:19). No dia seguinte lá estava Coré e seus sequazes, mas desta vez em vez de apenas duzentos e cinquenta príncipes, a bíblia nos diz que “Coré fez ajuntar contra eles todo o povo à porta da tenda da congregação”. Misericórida! Ainda bem que Moisés tinha óleo no vazo, e estava debaixo da autoridade delegada por Deus, do contrário, se apavoraria facilmente, e até mesmo teria um mau súbito qualquer. Afinal, encarar todo um povo pagando para ver ser você é escolhido mesmo ou não, e se seus opositores estão com a razão ou não, traz uma angústia considerável. Costumo dizer que sempre estamos tocando no coração das pessoas, seja para bem ou para mal, sempre tocamos lá deixando nossas marcas através de atos, palavras, omissões, etc. Um dos segredos de um bom líder espiritual é aprender a tocar de forma positiva no coração de seus liderados em todo o tempo, porque isso além de cativar a psique de quem se lidera, abre seu coração para receber seus ensinamentos, orientações, reprimendas e ordens, reagindo com a obediência por amor e admiração e nunca por pura obrigação. Mas como os filhos deste mundo são mais prudentes que os filhos da luz(Lc 16:8), normalmente quem faz o papel de tocar bem no coração das pessoas é justamente os que querem apenas o seu próprio desejo, justamente o que vemos nos texto bíblico que estamos considerando. Coré não levou todo mundo para diante da tenda da congregação porque fosse sobrenatural, mas porque soube se fazer ser ouvido, ainda que nas sombras, mas conseguiu resultados. Não podemos no exercício da autoridade espiritual nos esquecer que Deus sendo fonte de toda autoridade, se manifesta, organizando, criando, provendo, se relacionando e delegando.
8 – Normalmente terminam muito mal (Nm16: 28 a 35).  Moisés totalmente consciente de sua chamada unção e autoridade,  no momento decisivo opta por colocar a prova estas mesmas qualidades, conclamando diante de Deus um fim totalmente diferenciado que se manifestasse sobre seus opositores, dizendo que a terra os consumiria vivos, e assim foi. Deus honra a quem ele delega dunamis ou exousia. Quem toca a autoridade divina, plena ou delegada, não fica sem um final coerente com suas escolhas. Mas, contudo, há algo bastante importante a considerar aqui. Moisés disse no versículo 30 que em a terra consumindo aqueles homens o povo saberia que aqueles mesmos homens haviam irritado ao Senhor. Apesar de acontecer como Moisés dissera, a verdade é que no dia seguinte o povo murmurou contra Moisés novamente, dizendo que eles haviam matado o povo do Senhor(16:41). Moisés pensou que com algo totalmente diferente o povo temeria e abandonaria todas as idéias envenenadas de Coré e seus asseclas, mas o veneno da rebelião havia permanecido no coração do povo bem como sua admiração pelos opositores dos escolhidos de Deus. Deus envia uma peste entre o povo por conta da murmuração (vs 45). Murmuração atrai a ira de Deus, e quando Deus se ira contra alguém ou alguma coisa, as portas se abrem para a dor, doenças, infidelidade, morte, inimizades, entre tantos outros males. Mas o que eu quero considerar é que enquanto Moisés pensava que o povo seria curado por ver a derrocada de seus inimigos, Deus planejara curar o povo mostrando flores. Isso mesmo, para aplicar o antídoto contra o veneno da rebelião que estava no coração e mente do povo, o Senhor disse a Moisés para pegar as bengalas (varas) dos anciãos de Israel e escrever os nomes das tribos nas mesmas, e na vara de Levi o nome de Arão, e então dizer ao povo, que depois de uma noite diante da arca do Senhor, a vara daquele a quem Deus havia escolhido floresceria. Uma maravilha absoluta, e então no dia seguinte, a vara de Arão tinha flores frutos e renovos. Pronto!!! o povo estava curado!!! No exercício da autoridade espiritual precisamos entender que depender da sabedoria de Deus é o melhor caminho para alcançar as melhores e mais eficazes soluções. Quase nunca a terra engolir todo mundo da o resultado que precisamos para o bom andamento da obra.

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