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sábado, 29 de setembro de 2012

Autoridade Espiritual. Parte 5


5 - MURMURAÇÃO - SINTOMA DA OPOSIÇÃO A AUTORIDADE.

“E não murmureis, como também alguns deles murmuraram, e pereceram pelo destruidor” – I Cor 10:10 
Murmuração (Gr. Gonguzõ) – falar em baixo tom depreciando, maldizer, proferir imprecações, falar mal desavergonhadamente (VINE). O ser humano sempre reage a tudo que lhe acontece, mesmo a fleuma é um tipo de reação, e que não pode ser considerada simples indiferença, pois é resultado de uma série de aspectos psicológicos e sociológicos que somados induzem o individuo a agir de determinada maneira. A vantagem da impassividade é que normalmente se fala pouco, e posso afirmar que no silencio dos lábios há segurança. “o que guarda a sua boca conserva a sua alma, mas o que muito abre os seus lábios se destrói (Pv 13:3)”. Quando o cristão não reconhece a autoridade espiritual que está sobre si, isso o incomoda, e ao incomodo ele reagirá de diversas maneiras, mas quando sua rejeição a autoridade se torna crônica, sua reação mais natural é “gonguzõ”, ou seja, murmuração. Mas não termina ai, pois murmurar é o primeiro passo para a maledicência explícita, e da maledicência facilmente se chega a rebelião. Há quatro palavras gregas que gostaria de abordar para tornar este assunto um pouco mais claro. São elas:
1 – Koinoõ – tornar comum, no sentido cerimonial, tornar profano (destituído de realeza), pobre – Atos 10:15. Sempre que alguém se torna sectário da oposição à autoridade, isto se manifestará antes de qualquer atitude, através da murmuração, e esta tem a habilidade de tornar aquilo que Deus santificou, escolheu, ungiu, em coisa comum e imunda como disse o Senhor a Pedro na visão em Jope (Atos 10). O murmurador nunca reconhece a benção de Deus sobre aquilo ou aqueles a quem ele escolhe, antes valoriza o que está ruim, errado ou torto, tornando comum, fazendo descer a um nível inferior aquilo que Deus exaltou.
2 – Molumõ – sujar, lambuzar, lançar lama – I Cor 8:7. Quando alguém valoriza os defeitos e falhas de alguém, não o faz sem que isso cause um efeito fortemente negativo. O ser humano tem uma incrível tendência a sentir prazer nas fraquezas dos outros, principalmente quando se vive com a sensação de fracasso próprio e impossibilidades. O homem natural usa como que um abrigo psicológico, o comentar e propalar os erros e falhas de alguém, ainda mais quando esse alguém exerce autoridade espiritual. Mas a questão, é que aquilo que se fala de alguém é associado a imagem mental que temos da pessoa. Quando essa imagem ainda esta em construção, facilmente aceitamos e armazenamos no subconsciente, argumentos que “lambuzam” a imagem que estamos construindo acerca das pessoas, dificultando o futuro das relações sociais e espirituais. A bíblia diz que tudo é puro para os que são puros, mas nada é puro para o que é contaminado e infiel (Tito 1:15), e por conta disso quando sob o principio da rebelião, com muita facilidade tecemos comentários maldosos que comprometem a imagem das pessoas na mente e coração de nossos semelhantes. Quem resiste a autoridade manifestará, às vezes de forma muito dissimulada e outras de forma totalmente assumida, o desejo de comprometer (lambuzar, sujar jogando lama) a imagem do líder, valorizando suas fraquezas, em vez de atentar para sua fé. Dentro deste contexto ainda há as palavras:
3  – Miainõ – tingir com outra cor. E por fim, (4) -  spiloõ – manchar, fazer mancha (Ef 5:27). Mas seria redundância comentar estas palavras porque todas encerram a mesma característica, que é a contaminação moral e/ou cerimonial daquilo a que se refere. Indo mais adiante, podemos concluir que a murmuração é característica dos que desprezam o conhecimento de Deus – Romanos 1:28 a 32 (efetuar leitura), assim como a injúria, soberba, desobediência, infidelidade e tantos outros péssimos adjetivos citados no texto em questão. Quem se aproxima de Deus tem como prioridade saber que ele existe e que é galardoador dos que o buscam (Hb 11:6). Um cristão ou obreiro com essa mentalidade é imunizado pela ação do Espírito Santo e pela palavra de Deus para resistir aos princípios malignos e nunca se contaminar, não mudar de cor, ou coisas como estas.

A murmuração nos faz sair das medidas de Deus – Fé e orgulho não caminham juntos, onde um opera, o outro se ausenta. Deus disse a Moisés que tudo tinha que ser feito conforme o modelo mostrado no monte, e neste ínterim, o modelo trazia todas as especificações ornamentais, mas também medidas, que não poderiam ser desprezadas. Paulo escreveu em II Cor 10:13 - “Porém, não nos gloriaremos fora da medida, mas conforme a reta medida que Deus nos deu, para chegarmos até vós;” Estejamos atentos porque é justamente o orgulho que nos faz resistir a autoridade espiritual investida sobre o pai de família, sobre o pastor, o líder de departamento na igreja e assim por diante. A murmuração é sintoma claro de que estamos tomados por algum tipo de orgulho. Este sentimento carnal nos incha e assim nos tira das medidas determinadas pela vontade divina revelada na bíblia sagrada (a medida da humildade – I Pe 5:6). Este inchaço nos torna insensíveis (I Cor 5:2); a ponto de não divisar o que realmente é certo ou errado. Deus projetou para nós uma medida especifica revelada em Efésios 4:13, (a medida da estatura completa de Cristo), para alcançar este glorioso alvo, somente pela fé; e neste exercício, não cabe o orgulho. Ele, o orgulho é questionador, contencioso, semeador de contendas, invejoso, maldizente, amargo, depressivo, infiel e carrega em si ainda muitos outros males.
Engrossa a casca, quando ela deve ser tirada – Ex 25 em diante. Na construção dos móveis e colunas do tabernáculo, a madeira de acácia depois de ser cortada de suas raízes (moldes mundanos), passaria pelas mãos dos artífices que a preparariam para em forma de tábuas ou colunas, serem transformadas nas partes do tabernáculo onde Deus se manifestaria através dos tipos, ou da sua própria glória, como no propiciatório de ouro puro que estava sobre a arca da aliança feita de madeira de acácia. Contudo, o que queremos abordar aqui é que no preparo da madeira, a primeira coisa a ser feita (depois de cortada é claro), seria a remoção da casca. Como estes assuntos são tipológicos, o tirar a casca representa o despojar-se de si mesmo, ficar a mostra, assumir uma postura de transparência moral e espiritual através da humildade em renunciar a própria natureza. Não foi exatamente isso que Jesus fez por nós? Ele despojou-se de si mesmo e assumiu a forma de homem para cumprir seu ministério (Fil 2:5 a 9 – ler este texto). Mas nos que diz respeito a nós, no lugar de nos despojar de nós mesmos, quando resistimos a autoridade espiritual engrossamos as camadas exteriores de nossa psique, nossa razão, nossos motivos e concepções, nossos títulos, etc. Para concluir este assunto, lembremos que a madeira de setim (acácia) depois de descascada, aplainada, moldada, receberia sobre sua estrutura nudificada pelas mãos dos artífices, uma cobertura de ouro puríssimo, que representa a presença de Deus em nós, por sua glória na pessoa do Espírito Santo em nós. Ouro e casca não combinam, tem que tirar a casca e preparar a madeira.
Murmurar contra autoridade espiritual é faze-lo contra Deus.
Numeros 14:26 e 27
I Samuel 8: 6 e 7.

texto: Pr. Marcos Pires

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