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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Autoridade Espiritual. Parte 4


4 - OBEDIENCIA ou RESISTÊNCIA contra a autoridade.
O cristão amadurecido reconhece a autoridade sem se focar na pessoa propriamente dita. Em I Cor 4:1 Paulo diz à igreja: “que os homens nos considerem (logizomai=tomar em consideração) como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus”. Ao proferir estas palavras Paulo ensinava o povo de Deus que se exercitassem na habilidade de reconhecer a autoridade espiritual da qual os ministros estavam investidos, tendo essa visão em primeiro plano, o que tornaria a Igreja muito mais eficiente na produção pela obediência. A obediência é exigência divina (I Sm 15:22 – Is. 1:19), quando Deus se revela a Israel como Jeová Rafá em Êxodo 15:26, ele inicia não com a revelação mas com a condição ao dizer: “Se ouvires atentos a voz do senhor teu Deus, e fizeres o que é reto diante dos seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que coloquei sobre o Egito; porque EU SOU O SENHOR QUE TE SARA.” A obediência traz cura, e melhor que isso, traz o conhecimento do Deus que cura, daí podemos amplificar esse pensamento dizendo que a obediência conduz a alcançar a revelação, e esta por sua vez nos leva à intimidade com a fonte de toda autoridade, o criador supremo. Em I Sm 15:22, o profeta Samuel apresentou uma verdade espiritual imutável e absolutamente fundamental quando disse ao desobediente e imprudente rei Saul: “tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros”. E no versículo seguinte o profeta ainda acrescenta: “porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar (contender com palavras) é como iniqüidade e idolatria”. Há uma gloriosa lição a considerar aqui; Mesmo no sacrifício pode haver vontade própria, somente a obediência coloca Deus no centro. 

Para obedecer é necessário reconhecer (aceitar com submissão) a autoridade.

Paulo escrevendo aos Colossenses disse no cap 3 vs 23: “e tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens”. Isto denota o compreensão da autoridade espiritual representada nas pessoas a quem Deus estabelece diante de nós e sobre nós. Olhamos para as pessoas mas vemos Deus, nelas representado, através da autoridade a elas delegada. Ao escrever sua epístola pastoral a Tito disse no cap 3 vs 1: “admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades, que lhes obedeçam, e estejam preparados para toda boa obra”. Como foi dito na introdução, o principio da autoridade só vigora onde há o principio da obediência, que lhe é imediato e atrelado pela força da relação. Uma das causas dos grandes fracassos ministeriais e relacionais que temos visto no seio da igreja nos nossos dias é sem dúvida a dificuldade em compreender, aceitar e praticar estes princípios bíblicos. Deus se dirigindo a Moisés, quando lhe mostrava o modelo do tabernáculo, o orientou a fazer tudo conforme o modelo que lhe havia sido mostrado no monte (Ex 25:9 e 40). Não há outro caminho que traga resultados, a não ser obediência aos preceitos divinos, ou seja, fazer tudo conforme o modelo, e seguindo esta linha de pensamento observe que Paulo em sua primeira carta aos Tessalonicenses no cap 5:12 e 13 disse o seguinte: “e rogamo-sos irmãos, que reconheçais (Gr. Eido – ter máxima consideração) aos que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; e que os tenhais EM GRANDE ESTIMA E AMOR, por causa da sua obra.”  Quando amamos e estimamos os que exercem autoridade sobre nós, seja na igreja, seja na família, ou ainda nas relações sociais, honramos e glorificamos a Deus, que como já disse antes, é a fonte de toda autoridade. “E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mateus 25:40). Quando agimos assim frutificamos para a eternidade. Paulo procurou ensinar a igreja na Galácia com respeito a essa verdade espiritual dizendo o seguinte: “e o  que é instruído na palavra, reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui” (Gl 6:6). O amor e estima se manifestam inclusive na preocupação com o bem estar social físico e espiritual de seus líderes, mantendo-os cobertos pela oração de intercessão(I Tim 2: 1 a 3), e com o cuidado. E isto segundo o texto citado, agrada a Deus.

Submissão e reconhecimento da autoridade é resultado de Fé. (Mateus 8:5 a 10)

A bíblia deixa isto muito claro citando as palavras de Jesus no texto referido. Quando o Centurião (chefe sobre cem soldados) se chega a Jesus para interceder por seu criado que estava paralítico e violentamente atormentado, demonstra duas coisas: Tinha em sua mente e coração os princípios da liderança servidora, porque no exercício de sua autoridade identificou e procurou atender a necessidade de seu liderado, e acrescentando a isso, tinha visão e compreensão do principio da autoridade e submissão a esta. Quando se apresenta a Jesus solicitando-lhe socorro, age e se pronuncia de forma que toca no coração de Jesus de tal maneira, que o mestre dos mestres se pronuncia dizendo: “Em verdade vos digo que nem em Israel encontrei tanta fé”. Sem fé é impossível agradar a Deus nos diz Hebreus 11:6, e quando vivemos e operamos pela fé, não teremos dificuldade em reconhecer a autoridade espiritual e nos submeter a ela. Romanos 13:1 “toda alma esteja sujeitas as potestades superiores, porque não há potestade que não venha de Deus, e as potestades que há foram ordenadas por Deus.” A questão aqui é tão profunda que ultrapassa nossas concepções em todos os sentidos, na verdade, sempre que tratamos de valores espirituais, os conceitos humanos acerca desses assuntos, sempre serão um obstáculo para a perfeita compreensão da multiforme sabedoria de Deus. Veja por exemplo o que o Espírito Santo nos ensina através do texto de Filipenses 2:3 “cada um considere os outros superiores a si mesmo”.  Se isto não for concebido, praticado pela fé, de que forma poderá surtir efeito em nós? Reconhecer e considerar os outros superiores a nós mesmos, é resultado de fé, em obediência aos mandamentos espirituais. Quantas dificuldades seriam evitadas dentro de nossas igrejas se tal fundamento bíblico fosse vivido em toda a sua intensidade?
 "Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?"  (Romanos 6:16)

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