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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Autoridade Espiritual. Parte 3


3) – Autoridade Espiritual sobre a Familia. 
A palavra dispensação (Gr oikonomia), significa primariamente “a administração de uma casa ou dos assuntos domésticos” (formado de oikos, “casa” e nomos, “lei”); portanto o gerenciamento ou administração da propriedade de outros, e daí, “mordomia” (Lc 16: 2 a 4). Dispensação não é um período ou época (uso comum, mas errôneo da palavra), mas um modo de procedimento, um arranjo ou administração de assuntos (Vine), ainda que evidentemente aconteça dentro de um período de tempo. Deus é a fonte de toda autoridade e por conta disso ele pode delegar autoridade a quem quer, e vemos isto acontecendo no capitulo 1 vs 28 de Genesis quando o senhor delega autoridade ao homem sobre os animais da terra durante a dispensação da inocência. Esta autoridade seria ampliada somente após a queda do homem e inicio da dispensação da consciência, quando Deus disse à mulher que ela teria seu desejo direcionado ao homem, e por ele (o homem) seria dominada. Veja que aqui começa a se desenhar a autoridade espiritual dentro do lar, porque Deus que havia colocado a fauna sob a autoridade do homem, agora coloca o homem sob autoridade do próprio homem e isto dentro do seio familiar. Depois durante a dispensação do governo humano, o Senhor Deus delega autoridade para punir o homicida, dizendo que aquele que derramasse o sangue de um homem, pelas mãos dos homens seu sangue seria derramado. (Gen 9:6). E então finalmente chegamos ao período patriarcal (patri = projenitor) quando Deus de forma absoluta delega autoridade ao líder familiar para governo da família. Vemos isso no momento em que falando a Abraão Deus diz o seguinte: “abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.” Neste trecho bíblico vemos a delegação de autoridade ao chefe familiar e ainda acrescenta: “em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gen 12:3), deixando claro que a benção que emana de Deus passaria pelo cabeça da casa. O chefe da família dentro da dispensação patriarcal tinha tanta autoridade sobre seus filhos que ainda em vida reuniria seus filhos e ministraria sobre eles a benção paternal, a qual definiria todos os rumos na vida dos mesmos. Depois desse breve desenho da linha bíblica que mostra como a autoridade espiritual foi sendo direcionada sobre o homem, vamos então considerar segundo a bíblia esta questão para nossos dias: Sempre atentando para o seguinte: Quando a bíblia fala da autoridade espiritual, fala tanto de deveres como de direitos. Não há desequilíbrio, imparcialidade nem injustiça. Há algo de total importância a considerar aqui; a verdade é que membros de uma sociedade que são exercitados ao reconhecimento e submissão à autoridade dentro do lar terão muito mais chances de se saírem bem nas relações sociais em todos os aspectos. E a razão de ser assim, esta no fato de que tudo que se pode viver em um relacionamento, é grandemente amplificado dentro da família. Cada emoção, cada decisão, cada sofrimento, conquistas, êxitos e fracassos, têm sua força de percepção  aumentada dezenas de vezes no seio da família. Isto se reflete claramente na maneira como lidamos com as pessoas que estão ao nosso redor, mas que não fazem parte do nosso contexto familiar. No que diz respeito a relação patrão e empregado, líder e liderado, pastor e membros, lideres de departamentos e integrantes, o que vivemos dentro de casa se refletirá claramente na maneira de agirmos dentro de cada contexto. 
A – autoridade espiritual sobre a esposa. Efésios 5:22 a 33.
Para continuar este tópico leia o texto bíblico. Paulo escrevendo a igreja em Éfeso, instrui as mulheres que se sujeitem (Gr. Hupotasso, formado de Hupo=debaixo e Tasso=organizar), primariamente esta palavra era um termo militar que significa “ordenar para baixo”, “por em sujeição”, “sujeitar”. Como vivemos uma época de liberalismos extremos e de questionamentos à visão teológica, vemos que fica cada vez mais difícil a mulher cristã colocar este mandamento bíblico em prática. É claro que quando falamos em submissão não estamos falando em subserviência, escravidão e entrega a autoritarismos machistas, claro que não! O que precisamos considerar é que na, na verdade, as mulheres cristãs deste novo século estão cada vez mais distantes de cumprir este principio bíblico por conta das muitas mensagens transmitidas pela mídia, que pregam a independência feminina; (I Timóteo 2:12 “não permito que a mulher ensine nem que use da autoridade sobre o marido), mas lá no livro de Genesis quem falou foi o próprio Deus, e ele disse que a mulher teria seu desejo voltado para o homem (seu esposo) e que este sobre ela dominaria. É a palavra de Deus que estamos estudando aqui e por conta disso fica a pergunta. A mulher tem honrado  a autoridade espiritual da qual o esposo esta investido por determinação e delegação divina? Paulo disse que as mulheres se sujeitassem aos esposos como ao Senhor. O que isto quer dizer? Que se focassem na autoridade investida sobre o esposo, que por conta desta mesma autoridade, é representante legal do próprio Deus dentro do lar. “Por isso quem resiste à postestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação” (Romanos 13:2). Segundo o texto bíblico, o homem é cabeça da mulher, como Cristo é cabeça da Igreja, sendo ele o salvador do corpo. O que é mostrado no texto em questão é o principio imutável e inegável da autoridade divina. Contudo, avaliando o outro lado desta questão (o lado do homem) vemos que Paulo na direção do Espírito Santo, não foge do equilíbrio da revelação espiritual deste tema, ao dizer que: “vós maridos mais vossas mulheres, como também Cristo amou a Igreja, e a si mesmo se entregou por ela (Ef.5:25). A verdade é que a autoridade espiritual deve ser fundamentada no amor. Ser líder não significa usufruir do poder para ter suas necessidades e desejos atendidos o tempo todo, ao contrário, o conceito de liderança servidora, muito em discussão nos nossos dias principalmente no mundo dos negócios e super empresas, é que o líder deve estar atento as necessidades (necessidades, não desejos) de seus liderados e empenhar-se por atende-las. Quando isto acontece há a edificação e aperfeiçoamento da família, das relações sociais, do ministério, e assim por diante. “A autoridade influencia positivamente e induz à ação prazerosa; o poder como força que obriga, funciona, mas desestabiliza e destrói relacionamentos”. Por conta disso maridos, AMAI vossas mulheres; e que nesse amor haja entrega. Outro detalhe mostrado no versículo 26 do capitulo 5 de Efésios é que autoridade espiritual ou liderança identifica necessidades e as atende (santificar, purificando com a lavagem da água, pela palavra), e depois concede propósito e honra (para a apresentar a si mesmo=propósito) e gloriosa, sem mácula, sem mancha, sem ruga nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível (sem defeito)= honra. O líder espiritual não odeia, vc 29 “porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta”. 

I Corintios 11:3 – mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo homem, e o homem a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo.

B – Autoridade espiritual sobre os filhos. Efésios 6:1 a 4.
O capitulo 6 de Efésios inicia com um mandamento aos filhos que consiste na obediência aos pais e conclui o versículo 1 dizendo que isto é justo (Gr dikaios). Vine diz que primariamente esta palavra era usada para aludir a pessoas observantes de dike, “costume, regra, direito”, sobretudo no cumprimento dos deveres a “deuses” e homens, e de coisas que estavam em concordância com o direito. No novo testamento, denota “justo, integro”, um estado de estar certo, ter razão ou de conduta correta, julgada quer pelo padrão divino quer de conformidade com os padrões humanos, do que é direito. Já Strong traz a seguinte conotação: “usado para aquele cujo modo de pensar, sentir e agir é inteiramente conforme a vontade de Deus”. Não é difícil encontrar em nossos templos jovens que, nem de longe, dão a seus pais o respeito e honra, ordenados na bíblia sagrada. Em suas palavras Paulo escrevendo aos Efésios ensina aos filhos que, quem obedece respeitando  a autoridade espiritual investida sobre os pais,  esta fazendo certo, esta conforme a vontade de Deus.  Por conta disso o próprio criador acrescentou a esse mandamento uma promessa, que consiste nada mais nada menos que na prolongação da vida. Mas não basta obedecer, é preciso honrar. A tradição oral conta a história de um pai que corrigia seu filho,batendo-lhe nas mãos com uma sandália de madeira; em certo momento por conta de sua ira, o pai usa de tanta força que a sandália salta de sua mão e caí a uma certa distância; o filho corre toma a sandália e respeitosamente a recoloca nas mãos de seu pai, reassumindo a posição de castigo. Por mais absurdo que isso nos pareça, esta de acordo com o que Deus projetou para a Igreja no que tange a relacionamento entre pais e filhos (não que pais espanquem aos filhos, mas que os filhos tenham o máximo respeito e apreço aos pais). Observe o que a escritura nos diz em Tiago 4:10 e I Pedro5:6; os dois textos nos falam de humilhar-se (gr.tapeinoõ – tornar baixo, trazer para baixo, nivelar reduzindo a plano, abaixar). Humilhação é diferente de autocomiseração, humilhar-se não é ter dó de si mesmo(muita gente anda desse modo). Humilhar-se significa nivelar em baixo mesmo sabendo que tem todo direito e recursos para estar em cima. O melhor exemplo disso vemos no próprio Jesus que “sendo em forma de Deus não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e achado na forma de homem humilhou-se (nivelou a si mesmo à nossa altura), sendo obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo nome.  Note que a atitude de Jesus rendeu-lhe muito sofrimento, mas por fim recebeu de Deus exaltação, soberanamente. Observe que Paulo ao concluir suas palavras aos filhos, acrescenta: “Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra”. Pense melhor, e reaja melhor, quando se relacionar com seus pais, isto sem duvida ira definir como serão seus dias no futuro. Paulo conclui sua recomendação aos filhos com uma recomendação aos pais dizendo: “não provoqueis a ira a vossos filhos”. Aqui voltamos a questão da autoridade e do poder! (como diz J.C. Hunter). O bom líder procura liderar exercendo autoridade, que acima de qualquer conceito, encerra a idéia de influenciar de forma que as pessoas reajam prazerosamente à sua liderança; com respeito ao poder, volto a afirmar, ele funciona, faz as coisas acontecerem, os filhos obedecerem, etc; mas definitivamente o poder como resultado do autoritarismo e não força de influencia, destrói relacionamentos, e quando isso acontece, erramos o alvo (hamartia). Seja prioridade paternal ensinar os filhos a amarem a Deus e também sua palavra. Mas não podemos esquecer de um detalhe. “Quando não cremos no mensageiro fica difícil crer na mensagem”.

C – Autoridade sobre os servos (liderados em geral). Efésios 6: 5 a 9.
Note que o principio é sempre o mesmo: “como ao Senhor”. Focar a autoridade investida sobre as pessoas é ponto de absoluta importância para alcançarmos êxito. Nas relações patrão e empregado, líder e liderado, pastor e membros, lideres de departamentos e integrantes, a recomendação bíblica é que se reconheça a autoridade espiritual investida nas pessoas. Entendo que enquanto alguém estiver exercendo essa autoridade sobre nós, ela representa a pessoa do próprio Deus como fonte de todo poder. Paulo acrescenta a isto uma lista de prioridades.
a) – com temor (phobos:temor, reverencia) e tremor(usado para descrever a ansiedade de alguém que desconfia completamente de suas habilidades de satisfazer todas as solicitações, mas que religiosamente faz o melhor que pode para cumprir seu dever. Preocupadamente, atenciosamente,diligentemente.
b) – na sinceridade (haplotes) do vosso coração.  – a palavra haplotes trás a idéia de, “honestidade de mente”, virtude de alguém livre de pretensão e hipocrisia.
c) – não servindo à vista como que para agradar aos homens. O que fizer não faça para “fazer média”, faça com coração inteiro para frutificar para a eternidade. Não use madeira, feno e palha(I Cor 3:12) no trato com a autoridade espiritual, pois isso, incomoda a Deus e te deixa infrutífero; e sem frutos que perdurem para a eternidade, pode ter salvação, mas não tem galardão. Leia I Cor 3:13 a 15. 
d) – fazendo de coração a vontade de Deus – quando alguém coloca o coração (psuche e não kardia) no exercício da obediência, e ainda nas coisas que realiza, é sinal claro de que é um cristão amadurecido e que conseguiu assimilar o principio bíblico da autoridade espiritual. Quando o coração está naquilo que se faz, o que é feito acontece por completo. “vocês me buscarão e me encontrarão quando me buscarem com o coração inteiro”(Jeremias 29:13 BLH).

e) – servindo de boa vontade. Só consegue servir de boa vontade (prazerosamente) o servo que reconhece, aceita e se submete à autoridade de quem o lidera.

f) – sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer. Galatas 6:7 – “tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. 
“ Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados; Mas principalmente aqueles que segundo a carne andam em concupiscências de imundícia, e desprezam as autoridades; atrevidos, obstinados, não receando blasfemar das dignidades;   Enquanto os anjos, sendo maiores em força e poder, não pronunciam contra eles juízo blasfemo diante do Senhor.
(II Pe 2:9 a 11).


Concluindo estas admoestações, o Apóstolo Paulo se dirige aos senhores (os que exercem autoridade sobre) e os ensina que devem deixar as ameaças (uso do poder baseado no autoritarismo), lembrando-se que tanto o servo como o líder todos são servos do mesmo Deus, e que para o Altíssimo não há acepção de pessoas. Deus não faz distinção ou manifesta predileção, mas respeita a autoridade que ele mesmo confere a quem ele escolhe para portar tal poderio. “temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a Excelência do poder seja de Deus, e não nossa” (II Cor 4:7

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