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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Autoridade Espiritual. Parte 2


2 – AUTORIDADE DELEGADA.
Delegar – Aurélio diz: transmitir poderes. Aulete diz: Transmitir, conceder, conferir (poder, incumbência).
No livro de Deuteronômio 8:18 a bíblia diz: “Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, que ele é o que te dá força (hb. koach ou kowach – capacidade para) para adquirires poder (hb. chayil – habilidade de causar ou produzir algo)”. Nota: algumas traduções preferem a palavra riqueza, contudo, esta palavra hebraica também significa: força, capacidade, proeza, exército, tropas, influente (classe alta). Deus sendo fonte de todo poder, se manifesta, organizando, criando, provendo, se relacionando e delegando. A questão é que o próprio Deus deixa bem claro neste texto bíblico que a fonte de toda autoridade esta nele, e ele mesmo nos dá capacidade (autoridade espiritual), habilidade para conseguir causar ou produzir algo. Para manter a ordem das coisas criadas, o Senhor delega poder, a pessoas que como representantes de sua autoridade absoluta, tem a função de ser extensões de seu poderio em lugares e grupos específicos. Jesus fez menção sobre a questão da autoridade delegada no livro de João no capitulo 19 e VS 11 quando ele disse a Pilatos: “Nenhum poder terias contra mim se de cima não te fosse dado”. E depois Jesus ainda citou um dos versículos chave para este conceito, texto que Lucas registrou no capitulo 10:19 de seu livro, onde lemos o seguinte: “eis que vos dou poder(exousia), para pisardes serpentes e escorpiões e toda força(dunamis) do inimigo e nada vos fará dano algum”. Posteriormente Paulo escrevendo aos Efésios no cap 4 e vs 11 e 12 disse: “E Ele mesmo deu uns para apóstolos, outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo”. A autoridade espiritual que recebemos não a recebemos porque queremos ou porque sejamos melhores que alguém em alguma coisa, ou ainda porque seja nossa própria opção(João 15:16), mas nos foi dado pelo próprio Deus com um objetivo bem definido que nada tem a ver com o nosso ego, ou satisfação pessoal, mas sim com:

A – Aperfeiçoamento  dos santos. (katartismos–capacitar, ajustar, completar). A autoridade espiritual gera aperfeiçoamento na Igreja, porque é provedora, organizacional, educadora, servidora, investidora(talentos pessoais), etc. O líder espiritual recebe de Deus capacitação para ajustar, completar e assim por diante. 

B – Para a obra do ministério(Gr- diakonia) – serviço, ministério, trabalho daqueles que executam os pedidos de outros, daqueles que pelo pedido de Deus proclamam e promovem religião entre os homens, do ofício dos apóstolos e sua administração, do ofício dos profetas, evangelistas, anciãos, etc. serviço aqueles que brindam aos outros os ofícios da afeição cristã, aqueles que ajudam a atender necessidades, seja pelo recolhimento ou pela distribuição de caridades. Ofício do diácono na igreja, 5) serviço daqueles que preparam e ofertam alimento (Dic. Bíblia Strong). Algo importante a ser considerado aqui é que a autoridade espiritual deve atrair e não afastar. A obra do ministério diz respeito ao ministério da reconciliação (II Cor 5:18 – katallage, ajuste de uma diferença, restauração à situação favorável anterior), ou seja, da reaproximação do que foi colocado longe. Lembro aqui de um texto interessantíssimo registrado em Juizes 4: 6 e 7, onde Deus através da profetisa Débora ordenou a Baraque que atraísse gente ao monte Tabor (formasse um exército), enquanto Ele (o Senhor Deus) atrairia a Sísera e seu exército (os inimigos) para um lugar especifico, onde Baraque deveria destruí-los. Basta-nos, no exercício da autoridade espiritual, atrair para formar exércitos que lutem pelo Senhor, porque inimigos o próprio Deus atrairá para que através de nós sejam eles punidos segundo a reta justiça divina, ou alcançados e transformados pela graça de Deus em nós e por nós(através).
C - Edificação do corpo de Cristo. A autoridade espiritual é poder delegado que conduz a Igreja ao crescimento, porque organiza e orienta os membros de uma comunidade a produzir e multiplicar, dando aos mesmos diretrizes, alimento(bíblia), recursos(instrução no exercício da fé e suas armas), exercita o crente no principio da obediência, etc. Sendo assim, a autoridade espiritual identifica necessidades. Enquanto lemos Genesis 1, 2 e 3 podemos notar com clareza, que o criador mostra uma atenção toda especial em propiciar ao homem, objeto de sua revelação pessoal, um ambiente totalmente confortável e rico, em todos os sentidos, e depois de tudo pronto, Deus no exercício de sua soberania, identifica uma necessidade em seu filho Adão; o homem estava só, não tinha alguém de sua própria espécie com quem pudesse conviver e por conta disso o criador conclui: “não é bom que o homem esteja só, far-lhe-ei uma auxiliadora”( Gn2:18). Partindo deste ponto, olhamos para os evangelhos e lá encontramos o Senhor Jesus no exercício de seu ministério terreno, anunciando o reino de Deus e neste ínterim, atendendo as necessidades humanas pela ministração da própria palavra doutrinária acompanhada dos milagres, da providencia (multiplicação dos pães), do respeito a autoridade (daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus), e do auto-sacrificio(entregou-se a si mesmo). No exercício do ministério cristão precisamos redescobrir o ponto de equilíbrio bíblico para que a Igreja continue sendo edificada.

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